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As glórias
na seleção
Gérson estreou com a camisa da seleção brasileira em 1959,
com apenas 18 anos, na partida Brasil 4 x 2 Costa Rica, numa
seleção juvenil, que disputou os Jogos Pan-americanos daquele
ano em Chicago, nos Estados Unidos. Em 1960, disputou as Olimpíadas,
enfrentando alguns italianos que iria rever em 1970.
Sua primeira participação importante defendendo o Brasil
foi na Copa de 1966, na Inglaterra. O jogador foi muito discutido
pela crônica esportiva na época, sendo taxado de covarde.
Paraná, ex-ponta-esquerda do São Paulo, afirmou que ele
foi um dos jogadores da seleção brasileira a comer pasta de
dente para sentir indisposição e não enfrentar Portugal, partida
decisiva para que o Brasil passasse às quartas-de-final. Realmente,
ele não estava em campo naquele jogo em que não só Pelé foi
uma vítima da força de Eusébio e companhia. Ele estava doente,
com um mal posteriormente diagnosticado como pedra nos rins.
A campanha brasileira na Copa de 70, no México, com uma
magnífica atuação, não somente de Gérson, mas também de todo
o time, deu ao canhotinha um espaço imortal na galeria dos
maiores craques que já vestiram a camisa verde e amarela.
Em 70, depois da Copa, Pelé, maior ídolo do futebol em todos
os tempos, afirmou que Gérson foi um dos jogadores da seleção
brasileira com grande parcela de responsabilidade na conquista
do tricampeonato. Realmente, ele não só estava em campo naqueles
oito jogos sem nenhuma derrota ou empate, como transformou-se,
através do noticiário da imprensa mundial, num dos maiores
ídolos já aparecidos num campo de futebol.
Na Copa do México teve 3 lançamentos geniais, dos quais
um deles contra a Tchecoslováquia foi o mais sensacional,
proporcionando a Pelé apenas e tão somente matar a bola no
peito e encobrir o goleiro Ivo Viktor.
"Meu maior título, como não poderia deixar de ser, foi a
Copa de 70, no México. Aquela conquista foi sensacional, pois
nunca foi tão fácil ser campeão num campeonato tão difícil.
Se me perguntarem se tive alguma tristeza e decepção como
jogador, respondo que não. Em minha casa tenho uma vasta coleção
de troféus e faixas que serão guardadas para o resto da vida",
disse. O último jogo de Gérson pela seleção foi Brasil 1 x
0 Portugal, no dia 9/7/72, no Maracanã, pela Taça Independência.
Ele disputou 83 jogos pelo Brasil, marcando 28 gols.
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