| Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press |
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O vôo do atacante
Gil, aos poucos, foi conquistando
a exigente torcida corintiana. O prata da casa só foi
se firmar como titular em 2002, dois anos depois de sua estréia
no Timão, com Carlos Alberto Parreira. "Finalmente
chegou um treinador que acredita em mim e acabou com aquela
história de jogador para o futuro", elogiava o
atacante. O técnico retribuía: "Ele é
um desossego para qualquer adversário".
Em 2002, Gil formou aquele que era considerado o melhor setor
esquerdo do país. Ao lado de Kléber e Ricardinho,
ele conquistou os títulos do Torneio Rio-São
Paulo e da Copa do Brasil, além do vice-campeonato
Brasileiro, perdido para o Santos. "Foi o melhor ano
da minha carreira. Aliás, da minha vida", avaliou.
Na temporada seguinte, para ganhar dinheiro e mais espaço
na mídia o jogador contrata os serviços de Gilmar
Rinaldi. Enquanto isso, Parreira não cansava de rasgar
elogios ao jogador: "É um dos grandes talentos
do futebol brasileiro. Se continuar assim, terá seu
espaço na seleção. Ele seria um dos grandes
nomes do futebol mundial se na época de sua formação
tivesse uma base melhor".
No entanto, Gil só chegaria à seleção
quando o próprio Parreira o convocou em junho de 2003.
Na vitória sobre a Nigéria por 3 a 0, foi o
atacante quem marcou o primeiro gol. Assim como no Timão,
ele foi auxiliado pelos companheiros da ala esquerda. Kléber
passou para Ricardinho, que lançou Gil. O atacante
dominou, avançou e completou com categoria. Na seqüência,
ele ainda jogaria a Copa das Confederações.
Depois da convocação, ele comparou o Brasil
ao Corinthians. "Na seleção a pressão
é menor. O torcedor não se envolve tanto".
Ainda em 2003, o atacante se envolvia em sua primeira polêmica
no futebol. Antes de um clássico contra o São
Paulo, Gil afirmou que a defesa do adversário era lenta.
E não deu outra, vitória do Timão por
3 a 1 com show do atacante. Oswaldo de Oliveira, que agora
dirigia o Tricolor, aproveitou para defender os zagueiros
são-paulinos e elogiar o atacante: "Tomar drible
do Gil não é demérito para ninguém.
Em 2001, ele quase acabou com a carreira do André Luiz
do Santos, que hoje é considerado um dos melhores zagueiros
do país. O Gil é um dos maiores talentos do
futebol brasileiro. No mano a mano, ele leva mesmo. Quem não
é capaz de reconhecer isso que vá plantar batatas!".
Em maio, foi de Gil o milésimo gol do Corinthians
em Campeonatos Brasileiros. Jorge Wagner, que veio ocupar
o lugar de Ricardinho no Timão, deu o passe para a
conclusão do atacante. Mas era já em 2003 que
os críticos alertavam para um declínio na carreira
do corintiano. Na traumática eliminação
do Corinthians na Copa Libertadores para o River Plate, da
Argentina, o jogador também foi cobrado pela torcida.
Em uma partida da fase eliminatória, contra o Fênix,
no Uruguai, ele não atuou em razão de um estiramento
no músculo posterior da coxa esquerda.
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