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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . GIOVANNI

Esquecido no Brasil, ídolo na Grécia

Foto Reuters
Aris Messinis/AP
Em 1999, foram tantas as especulações que Giovanni teria rodado o mundo se tivesse se transferido para cada clube que supostamente o procurou. Santos, Palmeiras, Corinthians, equipes de Portugal, Turquia e Grécia fizeram propostas pelo jogador. Mas os valores eram altos e, aos poucos, os clubes desistiram.

Uma coisa era certa: não havia mais lugar para Giovanni no Barcelona. O holandês Louis Van Gaal - o mesmo que seria responsável pela saída de Rivaldo do Barcelona e que, mais tarde, seria demitido pelo clube catalão - colocou-o no banco, e o jogador disse que preferiria ficar na reserva que atuar em uma posição que não era a sua. Rivaldo tentou ajudar: em um de seus gols, tirou a camisa na comemoração e, por baixo, havia outra camisa com o número 10 e o nome de Giovanni. Era tarde.

O Olympiakos, da Grécia, conseguiu levar Giovanni por três anos, ao pagar US$ 6 milhões, três milhões de dólares a menos que o avaliado quando o Santos tentou trazer o jogador de volta à Vila Belmiro. Era o fim de um ciclo tumultuado, mas vitorioso, num dos maiores clubes do futebol europeu, e o início de uma fase repleta de dúvidas e marcada por muita apreensão por parte do craque. Será que, no distante futebol grego, Giovanni se daria bem? Pois se deu, e muito.

Logo na primeira temporada pelo novo clube, um título nacional. Giovanni, como era de se esperar, teve problemas de adaptação no início, mas sempre deixou clara a obstinação por vencer seu mais novo desafio. No ano seguinte, já garantiu a vaga de titular na equipe e, de quebra, foi o principal destaque do Olympiakos no Campeonato Grego.

Com o passar dos anos, os números de Giovanni foram impressionando. Atualmente, o ex-craque santista nem se importa com o esquecimento dos principais clubes brasileiros e, principalmente, da seleção. Nem tem motivos para tal, convenhamos: desde que chegou ao novo clube, em todas as temporadas Giovanni foi campeão grego (cinco títulos nacionais até o momento).

Até agora, foram 260 partidas disputadas pelo craque na Primeira Divisão da Grécia, com a impressionante marca de 190 gols. O dono absoluto da camisa 10 do Olympiakos também atuou 27 vezes em partidas pela Copa dos Campeões (o principal torneio interclubes do Velho Continente), marcando mais dez gols, e três vezes pela Copa da Uefa, sem nenhum gol marcado. Pela Uefa, foram poucas as partidas porque o Olympiakos sempre se classificava apenas para a Copa dos Campeões, já que tem amplo domínio no Campeonato Grego - e, invariavelmente, termina na primeira colocação.

Atualmente, a hegemonia da equipe no futebol da Grécia se faz presente, embora, em termos continentais, o time de Giovanni ainda esteja distante das maiores potências: o Olympiakos ocupa a liderança da competição nacional, com 56 pontos, quatro pontos a mais que o rival Panathinaikos, que tem 52. O time de Giovanni está na quarta fase da Copa da Grécia e, na Copa dos Campeões, não passou da primeira fase - terminou em último lugar no grupo D, atrás dos classificados Juventus e Real Sociedad e também do Galatassaray.

Com 32 anos, experiente, maduro e respeitado como ídolo inquestionável em seu clube, Giovanni não pensa em voltar ao Brasil tão cedo. Também não tem qualquer anseio em atuar por um grande clube do futebol europeu, embora tenha plena consciência de que teria capacidade para tal - como já demonstrou no Barça. Giovanni, enfim, quer aproveitar a tranqüilidade e o sucesso que conseguiu com seu brilhante futebol. Que seja feita, então, a vontade do talentoso craque.

Ùltima atualização: 12/03/2004
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