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Publicação: 27/04/2007
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . JOÃO PAULO
Foto: Acervo/Gazeta Press

“Papinha” da Vila

Por Paulo Amaral

Nascido no dia 15 de junho de 1957, em São João de Meriti (RJ), João Paulo de Lima Filho, ou simplesmente João Paulo, foi revelado pelo São Cristóvão, do Rio de Janeiro, mas ganhou destaque no futebol nacional vestindo a camisa 11 do Santos Futebol Clube, onde chegou em 1977 e recebeu o apelido de “Papinha da Vila”.

Com seus dribles insinuantes e objetivos, o ex-ponta-esquerda integrou a primeira geração dos “Meninos da Vila”, dirigidos por Chico Formiga, e teve como companheiros no título paulista de 1978, Nilton Batata, Juary, Rubens Feijão, Pita e Aírton Lira. A sintonia com Juary, no entanto, vinha de longa data, já que ambos atuavam juntos pelo Pavonense, time amador do Rio de Janeiro.

Após sete anos entortando zagueiros com a 11 santista às costas, João Paulo, que foi duas vezes convocado para a seleção brasileira principal (em 1978 por Cláudio Coutinho e em 1983 por Carlos Alberto Parreira), chegou a ser considerado um dos três melhores ponteiros-esquerdos do país, ao lado de Zé Sérgio e Éder. Em 1984, foi negociado com o Flamengo, mas ficou na Gávea por apenas seis meses (campeão da Taça Guanabara), retornando ao futebol paulista para defender outro alvinegro: o Corinthians.

Com a camisa do Timão, quis o destino que o Papinha viesse a decidir o título estadual da temporada justamente contra o Santos. E foi Zé Sérgio, substituto de João Paulo na Vila Belmiro, quem iniciou a jogada que culminou no gol de Serginho Chulapa, o gol do título santista de 1984.

Se não teve sorte contra sua ex-equipe, João Paulo pôde, em 1988, enfim comemorar um título com a camisa corintiana, pois estava no banco de reservas na final diante do Guarani, vencida pelo Timão com um gol “espírita” de Viola.

João deixou o Corinthians no final de 89 para defender o arqui-rival Palmeiras, sem o mesmo brilho de outrora. Após passar pelo Verdão, João Paulo jogou ainda no Yamaha, do Japão (90 e 91), no São José (92), no Grêmio Maringá (92), no Santos (92) e no Náutico (93). O ex-ponta tentou a sorte como técnico e chegou a comandar os juvenis do Santos, mas não seguiu carreira.

Atualmente o jogador desfila seu talento no time de Masters do Corinthians, ao lado de Gilberto Costa, Biro-Biro, Ataliba, Wladimir e tantos outros craques que encantaram a Fiel Torcida na década de 80, a década da Democracia Corintiana. João Paulo também faz parte da “Cooperativa mais esporte”, ligada à prefeitura, e que tem como objetivo dar aulas de futebol e prestar assistência a jovens e crianças carentes da periferia de São Paulo.


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