| Foto: Acervo/Gazeta
Press |
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Jorge Mendonça: polêmica
e gols
Por Marcos Guedes, especial
para a GE Net
Por todos os clubes que passou,
Jorge Mendonça se notabilizou pela qualidade de seu
futebol e pelas confusões e atritos nos quais se envolveu.
Vivendo altos e baixos em sua carreira no futebol, ele lembra
com carinho de momentos épicos, como a partida em que
marcou oito gols pelo Náutico ou o gol do título
paulista do Palmeiras, em 1976, mas lamenta as confusões
com Telê Santana e as passagens apagadas por clubes
já no fim de sua trajetória no esporte.
Natural de Silva Jardim, no interior fluminense, e descoberto
pelo pai do famoso bicheiro Castor de Andrade, o atleta iniciou
a carreira no Bangu, aos 18 anos, e rapidamente chamou a atenção
do Náutico, que não se arrependeria de contratá-lo.
No time pernambucano, teve o mesmo sucesso dos tempos de Rio
de Janeiro e, em 1976, se transferiu para o Palmeiras.
Reclamando de sua função tática no Alviverde
e do clima frio da capital paulista, Jorge Mendonça
demorou a emplacar na equipe. Com a troca do técnico
Dino Sani por Dudu, ganhou espaço, a posição
de titular, marcou aquele que considera o gol mais importante
de sua carreira e garantiu o título estadual ao time
do Parque Antártica.
O bom desempenho no time rendeu ao craque convocações
para os amistosos preparatórios para a Copa de 1978,
nos quais assegurou sua participação na competição.
Esta foi minha grande alegria. Não era titular,
mas entrei em quase todos os jogos no Mundial da Argentina,
recorda o ex-jogador, reserva de Zico naquele campeonato.
De volta ao Brasil, Mendonça não resistiu à
gestão linha-dura do técnico Telê Santana
no Palmeiras, que acabaria por levá-lo ao Vasco da
Gama. O retorno ao Rio de Janeiro não foi dos melhores
para o atleta, que ficou apenas quatro meses na equipe cruzmaltina
e não repetiu a boa forma que apresentara até
então.
O passo seguinte na trajetória do jogador foi o Guarani,
clube no qual oscilou entre o céu e o inferno por diversas
vezes. Vivendo uma relação de amor e ódio
com a torcida bugrina, ele se tornou o artilheiro do Campeonato
Paulista e do Brasil ao marcar 58 gols no ano de 1981, mas
acabou por forçar sua saída para a arqui-rival
Ponte Preta.
A passagem pela Macaca deu início à fase final
da carreira de Mendonça. Antes de se aposentar
e sofrer problemas como o alcoolismo e o despreparo para pendurar
as chuteiras , ele passou ainda por Cruzeiro, Rio Branco
(ES), Colorado (PR) e Paulista de Jundiaí, seu último
clube.
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