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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . JORGINHO
Foto: Acervo/Gazeta Press

Nos arqui-rivais

No Parque Antártica - Jorginho começou sua carreira aos 16 anos, no Marília, clube que leva o mesmo nome de sua cidade natal. O desempenho destacado do jovem atleta defendendo a seleção brasileira de novos e ao vencer a Copa São Paulo pelo MAC chamou a atenção dos diretores do Palmeiras.

As reclamações de uma ala de dirigentes do Marília e os protestos dos torcedores não foram suficientes para evitar a negociação da promessa que surgia nos gramados do interior paulista. No ano de 1979, então com 19 anos, Jorginho foi contratado pelo Verdão.

Um ano antes da chegada do atleta, o Palmeiras perdia o título brasileiro para o Guarani. Era a fase final da Academia, equipe que marcou época durante os anos 60 e 70. O último título do Palmeiras antes do jejum, em 1976, ainda contou com a presença de Ademir da Guia, maior símbolo da época áurea que se encerrava.

Usando a camisa sete, Jorginho não demorou muito para ganhar a titularidade da equipe do Palmeiras, então comandada por Telê Santana. O bom futebol exibido pelo atleta durante os sete anos de clube, um dos poucos do time freqüentemente convocado para a seleção naquela época, fez com que o jogador fosse considerado um dos maiores craques que passaram pelo Verdão na década de 80.

Entretanto, Jorginho não conseguiu interromper o longo jejum de títulos vividos pela torcida alviverde. O mais perto disso que chegou foi na fatídica final do Paulistão de 1986, quando o Palmeiras acabou perdendo o título para a Inter de Limeira. O jogador participou também da memorável campanha do Brasileiro de 1979. Depois de eliminar o Flamengo por 4 a 1 em partida histórica realizada no Maracanã, o Verdão caiu diante do Inter de Porto Alegre na fase semifinal.

Jorginho sabe que faltou o que os palmeirenses mais queriam: "Defendi com muito amor a camisa alviverde. Não saio frustrado por não conquistar nenhum título, pois ao longo dos anos aprendi a gostar do Palmeiras, de sua camisa, de suas cores e de sua torcida".

No Parque São Jorge - Em 1987 Jorginho foi recebido com festa no Parque São Jorge. Era época de eleições no Timão e o jogador veio como cabo eleitoral do candidato à presidência, Roberto Pasqua. O jogador era um sonho antigo da diretoria corintiana, que soltou rojões e acionou a tradicional sirene para recepcionar o atleta recém-chegado do arqui-rival.

No Corinthians, Jorginho, que possuía uma forte identificação com a torcida palmeirense, enfrentou a pressão de ser contratado a peso de ouro e de possuir um dos maiores salários do elenco. Muito criticado pela torcida, o atleta teve uma passagem apagada pelo Timão. O melhor que conseguiu durante sua breve estadia no Parque São Jorge foi chegar até as semifinais do Paulista de 1987.

"Não pedi para vir para o Corinthians. Estava há anos no Palmeiras, e jogando bem, foram eles que se interessaram pelo meu futebol e foram me buscar. Não tenho jogado mal para receber todas estas críticas. Se a torcida quiser, que exija do presidente que me mande de volta para o Palmeiras", pediu Jorginho, e o presidente obedeceu.

Depois de chegar em último lugar no módulo verde da Copa União, o Corinthians fez um verdadeiro leilão com o jogador, chegando até a oferecê-lo de volta para o Verdão. Entretanto, quem arrematou Jorginho foi o Fluminense.

Publicação: 23/07/2004
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