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As frustações
do Baixinho
| Gazeta Press |
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Apesar da carreira vitoriosa, muitas decepções cercaram a vida
do atacante. Em 1990, quando era uma unanimidade na equipe que iria
à Copa do Mundo na Itália, fraturou o perônio três meses antes do
início da competição. Após um intenso tratamento comandado pelo
fisioterapeuta Nílton Petrone, o "Filé", o atacante se
recuperou a tempo de ser convocado, mas, sem condições físicas,
ficou na reserva e jogou alguns poucos minutos. A campanha brasileira
foi decepcionante e o sonho do título mundial ficou adiado por mais
quatro anos.
No Flamengo, onde chegou em 95, também não conseguiu cumprir muitas
promessas, como a de trazer um título nacional e uma Copa Libertadores
à equipe. Quase quatro anos depois, acabou demitido pelo presidente
Edmundo dos Santos Silva, já que não conseguiu conquistar nada além
de dois títulos estaduais e abusava nas noites cariocas, faltando
em muitos treinos.
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Apesar disso tudo, as contusões foram realmente o maior obstáculo
da carreira do craque. Após 1994, seu maior sonho era conquistar
o pentacampeonato na França, naquela que acreditava ser sua
última Copa. Suas atuações realmente faziam por merecer uma convocação.
A torcida tinha muitas expectativas com o "ataque dos sonhos"
formado por Romário e Ronaldo. O Baixinho foi convocado, mas uma
lesão na panturrilha o fez ser vetado oito dias antes da estréia.
O sonho do penta também parecia chegar ao fim. E a reprovação
da sociedade em relação à decisão do
corte feito pela comissão técnica aumentou quando
Romário participava de amistosos com o Flamengo nos mesmo
dias em que a seleção estava na França.
Em 2000, aos 34 anos, o craque sonhava ter seus últimos
momentos de glória com a camisa da seleção
conquistando a medalha de ouro nas Olimpíadas de Sydney.
O técnico Wanderley Luxemburgo, porém, convocou apenas
jogadores com idade de até 23 anos, deixando Romário
e outros craques consagrados de fora. O desastre nos Jogos custou
a cabeça do técnico da seleção e colocou
o Baixinho novamente por cima.
O sonho do atacante vestir a camisa 11 da seleção,
entretanto, não tinha acabado. Aos 35 anos, Romário
ainda mostrava-se em plena forma, pois continuava fazendo como ninguém
sua principal especialidade: gols. Artilheiro do Vasco no Rio-São
Paulo com 13 gols, o Baixinho tornou-se quase que unanimidade entre
os torcedores para um lugar na lista de convocados para a Copa de
2002.
O técnico Luiz Felipe Scolari, entretanto, mostrava-se irredutível.
Nem o comovente pedido do Baixinho, que chegou até a chorar
ao reivindicar uma vaga na seleção, convenceu o treinador.
Ele preferiu levar Ronaldo, na época recém-recuperado
de uma cirurgia no joelho. A decisão foi polêmica,
mas o Fenômeno foi o artilheiro do Mundial e fundamental na
conquista do pentacampeonato. Felipão caiu nas graças
da torcida e Romário acabou esquecido. Na seleção.
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