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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ROMÁRIO
Gazeta Press
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A conquista do tetra

Mesmo considerado, na época, um dos melhores atacantes do mundo pela crítica e pelos torcedores, Romário quase deixou de jogar a Copa do Mundo de 1994, dos Estados Unidos, por causa de problemas com o técnico Carlos Alberto Parreira.

Tudo começou em um amistoso da seleção contra a Alemanha, em dezembro de 92. Parreira escalou Careca como titular e deixou o Baixinho na reserva. Revoltado, ele disparou: "Não vim de tão longe para ficar no banco". Foi o bastante para ser vetado pelo treinador nas convocações seguintes.

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Sem o jogador, a seleção passou por sérios apuros nas Eliminatórias para aquela Copa do Mundo, chegando até a perder sua primeira partida na história da competição, contra a Bolívia, por 2 a 0. O drama persistiu até o último jogo, contra o Uruguai no Maracanã. Com o atacante Müller contundido, Parreira viu-se obrigado a pôr fim ao castigo de Romário. E o Baixinho chegou e resolveu. Com uma atuação impecável, marcou os dois gols da vitória brasileira por 2 a 0 e classificou o time para o Mundial. Mais tarde, Parreira disse que jamais deixaria seu camisa 11 de fora da Copa.

Da paz com a comissão técnica e considerado a maior esperança de gols da seleção, Romário foi o grande nome daquela Copa. Era peça fundamental no burocrático esquema de Parreira, que funcionava meio que no lema de "vamos nos garantir atrás que o Baixinho resolve na frente". E foi isso o que aconteceu.

O camisa 11 foi o autor de cinco dos 11 gols da equipe. Além disso, participou de jogadas decisivas, como a do segundo gol contra a Holanda, nas quartas-de-final: ele fingiu-se de morto após um lançamento para enganar a marcação e deixar Bebeto livre para finalizar. Depois de 24 anos, a taça do mundo finalmente voltava às nossas mãos. E Romário firmava-se como o melhor jogador do mundo, ganhando a Bola de Ouro da Fifa. Era o auge de sua carreira.

Atualização em 14/09/2005
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