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As constantes polêmicas
do atacante
| Gazeta Press |
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Malandragem, encrenca e polêmica. Esstes três subtantivos
são constantemente usados ao se lembrar de Romário. Sem "papas
na língua" , o atacante nunca mediu as conseqüências
de seus atos e palavras. Desta maneira, não é supresa
a sua coleção de desafetos. Zico e Zagallo, por exemplo,
foram vítimas das maldosas pinturas das portas dos banheiros
do Café do Gol, bar aberto pelo Baixinho no final dos anos
90.
No entanto, a rixa com o Rei do Futebol, Pelé, seria
bem mais séria. Além de considerar o ex-jogador
"peça de museu', Romário chegou a declarar
que o camisa dez, "calado, seria um poeta", em referência
ao discurso do Atleta do Século, que havia aconselhado
o o Baixinho a abandonar o futebol o quanto antes, para que
a sua vitoriosa carreira não ficasse manchada pelas
más atuações, que haviam se tornado corriqueiras
nos últimos tempos.
As atitudes de Romário já geravam polêmica mesmo
antes de atuar como profissional. Já fora cortado da equipe
que iria disputar o Campeonato Mundial de Futebol Júnior,
em 1985. O motivo, segundo o treinador do time, Gílson Nunes,
foi ficar mexendo com as garotas que passavam na calçada da
janela do hotel onde a seleção se hospedava.
Até mesmo com a torcida Romário entrou em conflito.
Em sua segunda passagem no Vasco, o Baixinho entrou em clima de
guerra com uma das principais facções organizadas
do clube, a Força Jovem. Já no Fluminense, em 2003,
a péssima fase da equipe fez com que os torcedores tricolores
pegassem no pé do atacante.
Um incidente com um torcedor, inclusive, registrou um dos momentos
mais melancólicos da vitoriosa carreira do Baixinho: em outubro,
durante um treino nas Laranjeiras, um torcedor decidiu fazer um
protesto no mínimo curioso à situação
da equipe, ao soltar galinhas no campo, enquanto chamava os jogadores
de 'pipoqueiros'. Romário se irritou, subiu nas arquibancadas
e começou a agredir o torcedor, junto com seu segurança
Zé Colméia. O incidente fez com que a imprensa questionasse
se ainda valia a pena o Baixinho permanecer na ativa.
Treinar para quê? - Uma característica inconfundível
do craque, porém, era a de faltar nos treinos. "Eu nunca
gostei de treinar. Aquelas voltinhas ao redor do campo nunca me
acrescentaram nada". Assim não era difícil, o jogador "cabular"
uma atividade no clube para jogar uma pelada ou um futevôlei na
praia. Ou ainda não se apresentar após se divertir pela madrugada
adentro. Se este comportamento provocava a ira de muitos técnicos,
outros simplestemte faziam vista grossa. Afinal, o atacante sempre
resolvia dentro de campo.
As mulheres também já foram um problema na vida do jogador.
O primeiro casamento de Romário foi em 88, com a modelo Mônica
Santoro, às vésperas de seu embarque para a Holanda. Esta
união durou até 94, quando já tinham dois filhos. O motivo
da separação foi o envolvimento do atacante com a também modelo
Andréa de Oliveira, na época da Copa dos Estados Unidos. "Foi
aí que eu vi que ele era mulherengo e eu não poderia mudar
isso", disse sua ex-mulher.
Mais tarde, casou-se com Daniele Favatto, com quem teve mais
um filho. Mas sua opinião em relação ao casamento ainda é
polêmica: "Apesar de estar feliz com a minha mulher,
ainda não acredito no casamento como instituição. Não acho
que ele dure a vida inteira".
Apesar de ainda encontrar problemas, como na vez que trocou socos
com um torcedor do Fluminense durante um treino, Romário já
tentou posar de bom moço algumas vezes para conseguiu um lugar na
seleção brasileira. Foi assim em 2000, com o técnico
Wanderley Luxemburgo. Ele sabia que só contendo sua indiscilpina
conseguiria realizar o sonho de disputar as Olimpíadas. Mesmo assim,
o então técnico da seleção não
o convocou e a equipe brasileira deu vexame em Sydney, perdendo
para Camarões nas quartas-de-final.
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