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Atualização: 26/12/2007
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . HELIO CASTRO NEVES

O homem-aranha das pistas norte-americanas

Foto: Gazeta Press
Foto: Gazeta Press
Nome: Hélio Castro Neves
Nascimento: 10 de maio de 1975
Local: Ribeirão Preto (SP)
Principais conquistas:
- Brasileiro de kart, em 1989 e 1991
- Fórmula Chevrolet, em 1992
- Bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis, em 2001 e 2002
Antes dele, o pioneiro Emerson Fittipaldi havia sido o único brasileiro a vencer as 500 Milhas de Indianápolis, corrida disputada em autódromo oval mais famosa do planeta. Mas assim como os tricampeões Nelson Piquet e Ayrton Senna fizeram na Fórmula 1 dos anos 80, o paulista Hélio Castro Neves se encarregou de superar os feitos do mestre, só que desta vez no competitivo automobilismo norte-americano.

Helinho não se sagrou apenas bicampeão em Indianápolis, mas conquistou as duas mais importantes vitórias de sua ainda curta carreira em dois anos consecutivos, em 2001 e 2002. Somente quatro outros pilotos haviam conseguido isso anteriormente: Wilbur Shaw (1939 e 1940), Mauri Rose (1947 e 1948), Bill Vukovic (1953 e 1954), Al Unser (1970 e 1971). Dessa forma, credenciou-se como um dos destaques nos ovais, pistas que não agradam muito os representantes do Brasil, até mesmo pela inexistência delas no país.

A primeira participação de Castro Neves nas 500 Milhas aconteceu em 2001. Mesmo disputando o campeonato regular da Cart, a Fórmula Indy, a Penske decidiu participar da edição daquele ano por vontade dos patrocinadores. Mas a prova somava pontos só para a IRL, categoria dissidente que detém o controle do circuito, incluindo-o no calendário de seu campeonato. Para uma estréia impecável, ele e seu companheiro Gil de Ferran participaram de algumas corridas da liga rival para ganhar experiência.

No entanto, nem toda a experiência do mundo poderia adiantar o vencedor de uma prova com quase quatro horas de duração. No início, a vitória tinha tudo para ficar nas mãos do experiente Gil. Não pelo fato de se tratar de um veterano, mas os céus quase deram uma ajuda. A corrida esteve prestes a ser cancelada com um determinado número de voltas caso chovesse naquele período. Contudo, todas as interrupções acabaram sendo provisórias e permitiram que Helinho fosse construindo sua vitória. Os Penske se revezariam na ponta até que o vencedor fosse conhecido há pouco mais de dez voltas para o final.

Indianápolis significou tanto para o coração da Penske e para os bolsos dos patrocinadores, que o time se transferiu da Fórmula Indy para a IRL na temporada seguinte. Não há vitrine melhor do que um verdadeiro templo do automobilismo. Castro Neves ainda teria quatro provas até defender seu título, aprendendo mais os macetes da nova categoria, embora tenha encontrado ovais no calendário organizado pela Cart.

Bi milionário: Em 2002, ele começou garantindo um bom aperitivo na nova casa, ganhando as 200 Milhas de Phoenix. Porém, as coisas ficaram difíceis para sua segunda conquista. Helinho fez uma corrida administrativa, sem figurar nas primeiras posições na maior parte das 200 voltas. A situação parecia bastante favorável para a Mo Nunn, que chegou a liderar com Tony Kanaan.

O baiano então bateu no muro, depois de escorregar no óleo deixado pelo mineiro Bruno Junqueira. Depois, Felipe Giaffone foi atrapalhado pelo retardatário Dario Franchitti. Outro favorito, o norte-americano Sam Hornish Jr. também tocou a mureta, bem como o sul-africano Tomas Scheckter.

Segundos depois do final das 500 Milhas de Indianápolis, não se tinha certeza de quem cruzara a linha de chegada na frente. Castro Neves fez uma parada a menos e contava com uma bandeira amarela para não ser ultrapassado na liderança enquanto seu rendimento caía para a economia de combustível. As ameaças do canadense Paul Tracy foram se tornando cada vez mais contundentes. Entretanto, a tão esperada interrupção veio e Helinho pôde comemorar com a garrafa de leite e imitar o Homem-Aranha.

O apelido do super-herói veio com sua primeira vitória na Fórmula Indy, em Detroit, no ano 2000, quando subiu no alambrado para a comemoração. Ele também faturou as etapas de Mid-Ohio e Laguna Seca.

Seu primeiro passo na Cart aconteceu em 1998, pela Bettenhausen, sendo segundo colocado na prova de Milwaukee, melhor resultado de um novato no ano. No ano seguinte, ele já chamaria a atenção pela equipe Hogan, onde obteve sua primeira pole na carreira.

Em 2003, Helinho foi um dos destaques da temporada da IRL. Pilotando uma Penske, o brasileiro terminou a temporada com o terceiro lugar da classificação geral, somando 484 pontos. Castro Neves venceu os GPs de Nazareth e Gateway, além de ter terminado em segundo lugar em outras quatro provas. No ano seguinte, ele terminou na quarta colocação geral da categoria.

O ano de 2005 não foi muito bom para Helinho. Com apenas uma vitória, terminou a temporada num decepcionante sexto lugar. A redenção veio em 2006. Foram quatro vitórias, que mais uma vez renderam a terceira colocação no campeonato.

Com a pole position nas 500 Milhas de Indianápolis, tudo parecia caminhar bem para o piloto em 2007. Só que sua Penske não rendeu o melhor na prova e o deixou em terceiro. No restante da temporada, apenas a vitória em St. Petersburg, na Flórida, e outro sexto lugar na classificação geral.

Mas ainda faltam títulos para Hélio Castro Neves conquistar em sua carreira no automobilismo. Afinal, no lado pessoal, ele já foi contemplado com o título de homem mais sexy pela revista People, e estrela do mês da Cosmopolitan. Além disso, ganhou um famoso concurso de dança nos Estados Unidos, o Dancing with Stars (Dançando com os Astros), no final de 2007.


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