| O homem-aranha das
pistas norte-americanas
| Foto: Gazeta Press |
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Nome: Hélio Castro Neves
Nascimento: 10 de maio de 1975
Local: Ribeirão Preto (SP)
Principais conquistas:
- Brasileiro de kart, em 1989 e 1991
- Fórmula Chevrolet, em 1992
- Bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis,
em 2001 e 2002 |
Antes dele, o pioneiro Emerson Fittipaldi havia sido o único
brasileiro a vencer as 500 Milhas de Indianápolis, corrida
disputada em autódromo oval mais famosa do planeta. Mas assim
como os tricampeões Nelson Piquet e Ayrton Senna fizeram na
Fórmula 1 dos anos 80, o paulista Hélio Castro Neves se encarregou
de superar os feitos do mestre, só que desta vez no competitivo
automobilismo norte-americano.
Helinho não se sagrou apenas bicampeão em Indianápolis,
mas conquistou as duas mais importantes vitórias de sua ainda
curta carreira em dois anos consecutivos, em 2001 e 2002.
Somente quatro outros pilotos haviam conseguido isso anteriormente:
Wilbur Shaw (1939 e 1940), Mauri Rose (1947 e 1948), Bill
Vukovic (1953 e 1954), Al Unser (1970 e 1971). Dessa forma,
credenciou-se como um dos destaques nos ovais, pistas que
não agradam muito os representantes do Brasil, até mesmo pela
inexistência delas no país.
A primeira participação de Castro Neves nas 500 Milhas aconteceu
em 2001. Mesmo disputando o campeonato regular da Cart, a
Fórmula Indy, a Penske decidiu participar da edição daquele
ano por vontade dos patrocinadores. Mas a prova somava pontos
só para a IRL, categoria dissidente que detém o controle do
circuito, incluindo-o no calendário de seu campeonato. Para
uma estréia impecável, ele e seu companheiro Gil de Ferran
participaram de algumas corridas da liga rival para ganhar
experiência.
No entanto, nem toda a experiência do mundo poderia adiantar
o vencedor de uma prova com quase quatro horas de duração.
No início, a vitória tinha tudo para ficar nas mãos do experiente
Gil. Não pelo fato de se tratar de um veterano, mas os céus
quase deram uma ajuda. A corrida esteve prestes a ser cancelada
com um determinado número de voltas caso chovesse naquele
período. Contudo, todas as interrupções acabaram sendo provisórias
e permitiram que Helinho fosse construindo sua vitória. Os
Penske se revezariam na ponta até que o vencedor fosse conhecido
há pouco mais de dez voltas para o final.
Indianápolis significou tanto para o coração da Penske e
para os bolsos dos patrocinadores, que o time se transferiu
da Fórmula Indy para a IRL na temporada seguinte. Não há vitrine
melhor do que um verdadeiro templo do automobilismo. Castro
Neves ainda teria quatro provas até defender seu título, aprendendo
mais os macetes da nova categoria, embora tenha encontrado
ovais no calendário organizado pela Cart.
Bi milionário: Em 2002, ele começou garantindo um
bom aperitivo na nova casa, ganhando as 200 Milhas de Phoenix.
Porém, as coisas ficaram difíceis para sua segunda conquista.
Helinho fez uma corrida administrativa, sem figurar nas primeiras
posições na maior parte das 200 voltas. A situação parecia
bastante favorável para a Mo Nunn, que chegou a liderar com
Tony Kanaan.
O baiano então bateu no muro, depois de escorregar no óleo
deixado pelo mineiro Bruno Junqueira. Depois, Felipe Giaffone
foi atrapalhado pelo retardatário Dario Franchitti. Outro
favorito, o norte-americano Sam Hornish Jr. também tocou a
mureta, bem como o sul-africano Tomas Scheckter.
Segundos depois do final das 500 Milhas de Indianápolis,
não se tinha certeza de quem cruzara a linha de chegada na
frente. Castro Neves fez uma parada a menos e contava com
uma bandeira amarela para não ser ultrapassado na liderança
enquanto seu rendimento caía para a economia de combustível.
As ameaças do canadense Paul Tracy foram se tornando cada
vez mais contundentes. Entretanto, a tão esperada interrupção
veio e Helinho pôde comemorar com a garrafa de leite e imitar
o Homem-Aranha.
O apelido do super-herói veio com sua primeira vitória na
Fórmula Indy, em Detroit, no ano 2000, quando subiu no alambrado
para a comemoração. Ele também faturou as etapas de Mid-Ohio
e Laguna Seca.
Seu primeiro passo na Cart aconteceu em 1998, pela Bettenhausen,
sendo segundo colocado na prova de Milwaukee, melhor resultado
de um novato no ano. No ano seguinte, ele já chamaria a atenção
pela equipe Hogan, onde obteve sua primeira pole na carreira.
Em 2003, Helinho foi um dos destaques da temporada da IRL.
Pilotando uma Penske, o brasileiro terminou a temporada com
o terceiro lugar da classificação geral, somando 484 pontos.
Castro Neves venceu os GPs de Nazareth e Gateway, além de
ter terminado em segundo lugar em outras quatro provas. No
ano seguinte, ele terminou na quarta colocação geral da categoria.
O ano de 2005 não foi muito bom para Helinho. Com apenas
uma vitória, terminou a temporada num decepcionante sexto
lugar. A redenção veio em 2006. Foram quatro vitórias, que
mais uma vez renderam a terceira colocação no campeonato.
Com a pole position nas 500 Milhas de Indianápolis, tudo
parecia caminhar bem para o piloto em 2007. Só que sua Penske
não rendeu o melhor na prova e o deixou em terceiro. No restante
da temporada, apenas a vitória em St. Petersburg, na Flórida,
e outro sexto lugar na classificação geral.
Mas ainda faltam títulos para Hélio Castro Neves conquistar
em sua carreira no automobilismo. Afinal, no lado pessoal,
ele já foi contemplado com o título de homem mais sexy pela
revista People, e estrela do mês da Cosmopolitan. Além disso,
ganhou um famoso concurso de dança nos Estados Unidos, o Dancing
with Stars (Dançando com os Astros), no final de 2007.
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