| Títulos e
drama na carreira
| Foto: Reuters |
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Nome: Cristiano Monteiro da Matta
Nascimento: 19 de setembro 1973
Local: Belo Horizonte-MG
Principais conquistas:
- Mineiro de kart, em 1990 e 1991
- Paulista de kart, em 1992
- Rio-Minas de kart, em 1992
- Brasileiro de kart, em 1991
- Brasileiro de Fórmula Ford, em 1993
- Brasileiro de Fórmula 3, em 1994
- Fórmula Indy Lights, em 1998
- Fórmula Indy, em 2002 |
O mineiro Cristiano da Matta tem uma história um pouco diferente
da maioria dos pilotos brasileiros. Seu começo no automobilismo,
mais especificamente no kart, não se deu logo na infância.
Aconteceu tarde, já na adolescência. Natural de Belo Horizonte,
o garoto costumava ir junto com a família ver seu pai, Antônio
Lúcio da Matta, fazer bonito no Brasileiro de Turismo, na
década de 80. Toninho da Matta, como era conhecido, foi campeão
14 vezes em 26 anos de carreira.
Em 1990, aos 17 anos, Cristiano, que sempre disse querer
ser piloto de Fórmula 1, fez sua estréia no mundo da velocidade,
pelo kart. Adotou o capacete do pai, trocando a cor vermelha
pela azul (sua cor preferida), e conquistou o título mineiro
em sua primeira temporada.
Em dois anos e meio de kart, o piloto venceu todos os campeonatos
que disputou na categoria: o Mineiro por duas vezes, o Rio-Minas,
o Paulista e o Brasileiro. Havia chegado a hora de trilhar
o caminho em direção à maior categoria do automobilismo.
Cristiano vai para a Fórmula Ford, em 1993. Em sua primeira
temporada, obteve quatro vitórias e o título da competição.
No ano seguinte repetiu o feito, desta vez no Brasileiro de
F-3. Com quatro vitórias, venceu o campeonato com duas provas
de antecipação.
Vida na Europa: Tanto sucesso demonstrava apenas
uma coisa: estava na hora de partir para a Europa e percorrer
o último trecho da trajetória rumo à Fórmula 1. No Velho Continente,
Cristiano vai morar junto com outros pilotos brasileiros e
se torna amigo de um jovem que iniciava na maior categoria
do mundo, Rubens Barrichello. Nas pistas, depois da disputa
na F-3 brasileira com Hélio Castro Neves, travava seus primeiros
duelos com a sensação do momento na F-3 européia, o colombiano
Juan Pablo Montoya.
Mas o ano de 1995, que prometia grandes novidades, marca
na verdade o primeiro tropeço de sua carreira: sua equipe,
de mudança para a categoria Turismo, não deu muita importância
à competição. Mesmo assim, Cristiano venceu uma prova, logo
em sua primeira temporada.
O ano seguinte foi um martírio para o brasileiro. Já na
F-3000, o último degrau antes da F-1, Cristiano enfrentou
vários problemas. Sem grandes patrocinadores, acertou com
a péssima Pacific e, aos trancos e com muito esforço, conseguiu
a oitava colocação ao fim do campeonato.
Títulos nos EUA: Com poucas chances de ter um lugar
na F-1, o brasileiro se arriscou nos Estados Unidos. Em 1997,
estreou na Indy-Lights, categoria-escola para a Fórmula Indy,
pela equipe Brian Stewart. Venceu três provas, ficou em terceiro
no campeonato e foi eleito o “Rookie of the year” (melhor
estreante do ano).
Em 1998, Cristiano passou a correr pela equipe Tasman, campeã
em 97. Apontado como favorito, não decepcionou: deixando de
pontuar em apenas três das 12 provas, conquistou o título
da temporada por antecipação, vencendo quatro vezes.
Contratado pela Arciero, para a temporada de 1999 da Fórmula
Indy, o brasileiro surpreendeu com bons resultados. No ano
seguinte, uma vitória e a 10ª colocação no campeonato com
um carro modesto. O ano de 2001 marcou o início do sucesso
de Cristiano na categoria. Na nova equipe, a Newman-Hass,
formou uma dupla verde e amarela com Christian Fittipaldi.
Com um carro melhor, conseguiu resultados ainda mais expressivos:
liderou o campeonato pela primeira vez, por quatro corridas;
sobiu cinco vezes ao pódio, três delas no lugar mais alto
(México, Austrália e Fontana) e terminou o ano na quinta colocação.
Em 2002, com a transferência da Penske e da Chip-Ganassi
para a IRL, a Newman-Hass sobiu à condição de favorita. Cristiano
voou baixo e conquistou o título com três corridas de antecipação
e 73 pontos de vantagem para o segundo colocado.
O sucesso na Fórmula Indy e o ótimo entrosamento com a Toyota
levaram o brasileiro à maior categoria do automobilismo mundial,
em 2003: a Fórmula 1. Na equipe da montadora japonesa, enfrentou
a pressão por resultados e uma comparação nada agradável com
Ayrton Senna.
Nas pistas, Cristiano da Matta fez o que foi possível com
o carro e conseguiu pontuar em quatro corridas. Foram dez
pontos no total, que lhe deram a 13ª colocação na classificação
do campeonato. No ano seguinte, os maus resultados arruinaram
o sonho do brasileiro, dispensado da Toyota antes mesmo do
final da temporada.
Drama: De volta à Fórmula Indy, o piloto competiu
em 2005 pela PKV Racing e venceu uma corrida. No ano seguinte,
um drama pessoal. No dia 3 de agosto, durante testes em Elkhart
Lake, sua pista preferida, Cristiano sofreu forte colisão
com o muro aparentemente após atingir um cervo. Ele atropelou
o animal com o seu pneu direito e, logo após, o cervo o acertou
no cockpit. Acredita-se que quando atingido, da Matta ficou
inconsciente. Mesmo assim, quando o safety car chegou para
retirá-lo do carro, seu pé continuava no freio.
Da Matta ficou internado em um hospital de Wisconsin (Estados
Unidos), onde foi feita a cirurgia que retirou um pedaço do
crânio para aliviar a pressão. Foi ainda induzido ao coma.
A partir daí, Cristiano teve uma recuperação lenta, porém
constante.
De fora das pistas desde então, o brasileiro está praticamente
recuperado do acidente e ainda realiza fisioterapia para voltar
a sua forma e a um cockpit de um carro de corrida.
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