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Atualização: 26/12/2007
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CRISTIANO DA MATA

Títulos e drama na carreira

Foto: Reuters
Foto: Reuters
Nome: Cristiano Monteiro da Matta
Nascimento: 19 de setembro 1973
Local: Belo Horizonte-MG
Principais conquistas:
- Mineiro de kart, em 1990 e 1991
- Paulista de kart, em 1992
- Rio-Minas de kart, em 1992
- Brasileiro de kart, em 1991
- Brasileiro de Fórmula Ford, em 1993
- Brasileiro de Fórmula 3, em 1994
- Fórmula Indy Lights, em 1998
- Fórmula Indy, em 2002
O mineiro Cristiano da Matta tem uma história um pouco diferente da maioria dos pilotos brasileiros. Seu começo no automobilismo, mais especificamente no kart, não se deu logo na infância. Aconteceu tarde, já na adolescência. Natural de Belo Horizonte, o garoto costumava ir junto com a família ver seu pai, Antônio Lúcio da Matta, fazer bonito no Brasileiro de Turismo, na década de 80. Toninho da Matta, como era conhecido, foi campeão 14 vezes em 26 anos de carreira.

Em 1990, aos 17 anos, Cristiano, que sempre disse querer ser piloto de Fórmula 1, fez sua estréia no mundo da velocidade, pelo kart. Adotou o capacete do pai, trocando a cor vermelha pela azul (sua cor preferida), e conquistou o título mineiro em sua primeira temporada.

Em dois anos e meio de kart, o piloto venceu todos os campeonatos que disputou na categoria: o Mineiro por duas vezes, o Rio-Minas, o Paulista e o Brasileiro. Havia chegado a hora de trilhar o caminho em direção à maior categoria do automobilismo.

Cristiano vai para a Fórmula Ford, em 1993. Em sua primeira temporada, obteve quatro vitórias e o título da competição. No ano seguinte repetiu o feito, desta vez no Brasileiro de F-3. Com quatro vitórias, venceu o campeonato com duas provas de antecipação.

Vida na Europa: Tanto sucesso demonstrava apenas uma coisa: estava na hora de partir para a Europa e percorrer o último trecho da trajetória rumo à Fórmula 1. No Velho Continente, Cristiano vai morar junto com outros pilotos brasileiros e se torna amigo de um jovem que iniciava na maior categoria do mundo, Rubens Barrichello. Nas pistas, depois da disputa na F-3 brasileira com Hélio Castro Neves, travava seus primeiros duelos com a sensação do momento na F-3 européia, o colombiano Juan Pablo Montoya.

Mas o ano de 1995, que prometia grandes novidades, marca na verdade o primeiro tropeço de sua carreira: sua equipe, de mudança para a categoria Turismo, não deu muita importância à competição. Mesmo assim, Cristiano venceu uma prova, logo em sua primeira temporada.

O ano seguinte foi um martírio para o brasileiro. Já na F-3000, o último degrau antes da F-1, Cristiano enfrentou vários problemas. Sem grandes patrocinadores, acertou com a péssima Pacific e, aos trancos e com muito esforço, conseguiu a oitava colocação ao fim do campeonato.

Títulos nos EUA: Com poucas chances de ter um lugar na F-1, o brasileiro se arriscou nos Estados Unidos. Em 1997, estreou na Indy-Lights, categoria-escola para a Fórmula Indy, pela equipe Brian Stewart. Venceu três provas, ficou em terceiro no campeonato e foi eleito o “Rookie of the year” (melhor estreante do ano).

Em 1998, Cristiano passou a correr pela equipe Tasman, campeã em 97. Apontado como favorito, não decepcionou: deixando de pontuar em apenas três das 12 provas, conquistou o título da temporada por antecipação, vencendo quatro vezes.

Contratado pela Arciero, para a temporada de 1999 da Fórmula Indy, o brasileiro surpreendeu com bons resultados. No ano seguinte, uma vitória e a 10ª colocação no campeonato com um carro modesto. O ano de 2001 marcou o início do sucesso de Cristiano na categoria. Na nova equipe, a Newman-Hass, formou uma dupla verde e amarela com Christian Fittipaldi. Com um carro melhor, conseguiu resultados ainda mais expressivos: liderou o campeonato pela primeira vez, por quatro corridas; sobiu cinco vezes ao pódio, três delas no lugar mais alto (México, Austrália e Fontana) e terminou o ano na quinta colocação.

Em 2002, com a transferência da Penske e da Chip-Ganassi para a IRL, a Newman-Hass sobiu à condição de favorita. Cristiano voou baixo e conquistou o título com três corridas de antecipação e 73 pontos de vantagem para o segundo colocado.

O sucesso na Fórmula Indy e o ótimo entrosamento com a Toyota levaram o brasileiro à maior categoria do automobilismo mundial, em 2003: a Fórmula 1. Na equipe da montadora japonesa, enfrentou a pressão por resultados e uma comparação nada agradável com Ayrton Senna.

Nas pistas, Cristiano da Matta fez o que foi possível com o carro e conseguiu pontuar em quatro corridas. Foram dez pontos no total, que lhe deram a 13ª colocação na classificação do campeonato. No ano seguinte, os maus resultados arruinaram o sonho do brasileiro, dispensado da Toyota antes mesmo do final da temporada.

Drama: De volta à Fórmula Indy, o piloto competiu em 2005 pela PKV Racing e venceu uma corrida. No ano seguinte, um drama pessoal. No dia 3 de agosto, durante testes em Elkhart Lake, sua pista preferida, Cristiano sofreu forte colisão com o muro aparentemente após atingir um cervo. Ele atropelou o animal com o seu pneu direito e, logo após, o cervo o acertou no cockpit. Acredita-se que quando atingido, da Matta ficou inconsciente. Mesmo assim, quando o safety car chegou para retirá-lo do carro, seu pé continuava no freio.

Da Matta ficou internado em um hospital de Wisconsin (Estados Unidos), onde foi feita a cirurgia que retirou um pedaço do crânio para aliviar a pressão. Foi ainda induzido ao coma. A partir daí, Cristiano teve uma recuperação lenta, porém constante.

De fora das pistas desde então, o brasileiro está praticamente recuperado do acidente e ainda realiza fisioterapia para voltar a sua forma e a um cockpit de um carro de corrida.


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