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Williams derruba
o mito Senna
| Foto Gazeta Press |
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Maior sonho de Frank Williams, a escuderia inglesa foi justamente
a responsável pelo fim da trajetória vitoriosa de Ayrton Senna
na Fórmula 1. Com modernos sistemas eletrônicos e a implantação
do controle de tração, o carro derrubou a técnica arrojada
do brasileiro, que se tornou um mero espectador.
Após segurar a Williams em 1991, Senna foi completamente
esmagado pela hegemonia do melhor pacote técnico da rival
britânica. Já nas três primeiras provas de 1992, a Williams
deu prova de seu domínio e cravou a dobradinha com Nigel Mansell
e Riccardo Patrese. Senna brigava apenas pelo terceiro lugar,
ficando a mais de 20 segundos dos rivais.
O brasileiro só quebrou o monopólio da Williams no GP de
Mônaco, quinta etapa do ano. Apesar da insistência, a McLaren
de Senna nada produzia e Mansell não teve dificuldades para
levar o título. O paulistano foi superado pela então promessa
Michael Schumacher no Mundial de Pilotos e ainda teve de suportar
o fim da vitoriosa parceria com a Honda.
Se 1992 já havia sido ruim, o ano seguinte foi ainda pior
para Senna. Além de ter um carro pior que a temporada passada,
o brasileiro teve de suportar o seu adversário, Alain Prost,
no cockpit da poderosa Williams. O paulistano até que saiu
em vantagem, com vitórias nos GPs do Brasil e da Europa, mas
a supremacia técnica da Williams voltou a se impor e Prost
dominou o circuito a partir da prova em Donnington Park.
Com seis vitórias nas sete provas seguintes, o francês praticamente
arrebatou o título e precisou apenas administrar a vantagem
para faturar o título com duas provas de antecedência. Para
Senna, restou a lembrança da vitória em Interlagos, quando
foi carregado nos braços do povo após cruzar a linha de chegada,
e na Austrália, que viria a ser a última da carreira, além
da transferência para a Williams.
Tetracampeão, Prost abandonou as pistas e abriu espaço para
que Senna, enfim, chegasse à Williams. Cotado como favorito
absoluto, o brasileiro rodou sozinho no GP Brasil e foi tirado
da prova no GP do Pacífico, após bater na largada. Restou
depositar todas as esperanças no GP de San Marino. Fez sua
parte, largou na pole e liderou a prova. Parecia o início
da virada. Até encontrar a curva Tamburello na sexta volta.
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