| Foto: Reuters |
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Nome: Valentino Rossi
Data de nascimento: 16 de fevereiro de
1979
Local: Urbino, Itália
Categoria: MotoGP
Equipes: Aprilia (1996 e 1997, 125cc;
1998 e 1999, 250cc), Nastro Azzurro Honda (2000 e 2001,
500cc), Repsol Honda (2002 e 2003, MotoGP), Gauloises
Fortuna Yamaha (2004, MotoGP), Yamaha (2005, MotoGP),
Camel Yamaha (2006, MotoGP) e Fiat Yamaha (2007, MotoGP)
Principais conquistas:
. Campeão das 125cc em 1997
. Campeão das 250cc em 1999
. Pentacampeão da MotoGP (um título ainda
nas 500cc) de 2001 a 2005
Curiosidades: Mesmo como campeão,
Rossi corre com o número 46 em sua moto. Em tais
temporadas, a Federação Internacional de
Motociclismo determina que nenhum piloto corra com o número
1.
Ainda criança, Valentino foi incentivado por
sua mãe, Stefania, a correr de karts –
já que a matriarca considerava os pequenos carros
mais seguros. Valentino aceitou, dividiu-se entre os
estudos, o futebol, a música e o kart, conquistando
um título regional em 90. Mesmo assim, optou
por correu como mini-motos em 91, superando o sucesso
das quatro rodas.
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Talento para fazer história e muito carisma: esta
é a receita do italiano Valentino Rossi, pentacampeão
da MotoGP. Depois de igualar o tetra de John Surtees e o penta
de Michael Doohan, Rossi ainda busca seguir a trilha de seu
compatriota Giacomo Agostini, com oito títulos. Para
tal, fez a promessa de não abandonar a vitoriosa carreira
antes de 2012 e carregar até lá o número
46 à frente da moto.
Sua trajetória no Mundial de Motovelocidade começou
quando estreou na categoria 125 cilindradas em 1996, o primeiro
celeiro dos craques sobre duas rodas. E logo na República
Tcheca, 11ª etapa da temporada, Valentino cravou tanto
a primeira pole position quanto conquistou sua primeira vitória.
Na temporada seguinte, lá estava ele se tornando o
segundo campeão mais jovem da história, aos
18 anos – antes dele Loris Capirossi havia conquistado
o título com 17. Rossi venceu 11 das 15 corridas, desempenho
ainda hoje não superado.
Com o sucesso, Valentino transferiu-se para as 250 cilindradas
e, logo em seu primeiro campeonato, em 1998, até lutou
por mais um título, contentando-se depois com o título
perdido para o compatriota Loris Capirossi. A consagração
veio em 1999, quando se transformou no mais jovem campeão
da categoria, marca superada em 2004 pelo espanhol Daniel
Pedrosa. Foram nada menos que 309 pontos, somados com nove
vitórias no ano – isso sem contar a irreverência
nas comemorações em que empinava a moto, carregava
bandeiras ou até mesmo bonecos. Já era de se
prever então que Valentino faria história também
nas 500 cilindradas.
Novamente, o irreverente italiano lutou por uma conquista
em 2000, mas viu o norte-americano Kenny Roberts Junior superar
sua Nastro Azzurro Honda e levantar o caneco. Em 2001, ele
venceu 11 das 16 provas do calendário, e enfim foi
campeão com 325 pontos. Imortalizava a partir daí
sua concentração ao lado da moto no grid de
largada, o número 46 e o apelido de Doutor dado pelos
italianos.
Em 2002, a Motovelocidade passou por algumas mudanças
significativas. As 500 cilindradas foram extintas e houve
a criação da MotoGP, aceitando máquinas
de dois e de quatro tempos. Com uma versão mais potente
do motor Honda e sua reconhecida habilidade, o bicampeonato
de Valentino acabou sendo uma barbada: foram 11 vitórias
em 16 corridas. Os desempenhos de Tohru Ukawa e Max Biaggi
não fizeram frente às suas atuações,
embora o brasileiro Alexandre Barros tenha sido responsável
por bons pegas, principalmente no final do ano.
O Mundial de Motovelocidade sempre teve como característica
longos domínios, e Valentino consagrou o seu na temporada
2003. Correndo pela Repsol Honda, foram oito vitórias
em 16 provas e a conquista do tri com duas provas de antecipação,
ao vencer o GP da Malásia. Mesmo com a taça
assegurada, Rossi ainda ganhou os GPs da Austrália
e de Valência para encerrar o ano com uma incrível
vantagem de 80 pontos para o espanhol Sete Gibernau.
Com o título definido, o italiano ainda provocou alvoroço
ao anunciar a saída da Honda. Após muita boataria
e especulação, o tricampeão confirmou
o acerto com a arqui-rival Yamaha após o triunfo em
Valência. Um acerto milionário e que levaria
Rossi para o desafio de vencer com uma moto que não
conquista uma taça desde 1992.
E ele não decepcionou. Com oito vitórias a
uma prova do encerramento da temporada, o italiano garantiu
o incrível feito de quatro títulos na MotoGP
e o sexto de sua carreira. Para chegar ao caneco, Rossi teve
que vencer uma acirrada disputa com o espanhol Sete Gibernau
que esteve durante toda a competição em seus
calcanhares. No final, placar de 304 a 257 para o astro da
equipe Gauloises Fortuna Yamaha.
Em 2005, mesmo sem os patrocínios, a mesma supremacia
do Doutor. Gibernau era apontado como forte concorrente, mas
não conseguiu transformar as expectativas em resultados.
E Rossi? No GP da Malásia, faltando quatro etapas para
o encerramento da temporada, assegurou o título da
temporada com a segunda colocação em Sepang.
No ano seguinte, o Doutor literalmente deixou escapar o sexto
título na última etapa da temporada, em Valência.
Depois de um início ruim e de perder seis posições
na largada, Rossi sofreu uma queda e terminou apenas na 13ª
colocação. Melhor para o norte-americano Nicky
Hayden, regular ao longo de toda a temporada e campeão
com 252 pontos – cinco a mais que o italiano da Camel
Yamaha.
Porem, em 2007, o fenomenal italiano teve um ano dos mais
discretos da sua carreira. Pela primeira vez desde 96, quando
foi nono nas 125cc, Rossi terminou uma temporada fora das
duas primeiras colocações. Ruim para ele, terceiro
com 241 pontos e mais uma atuação desastrada
em Valência a bordo da Fiat Yamaha, e bom para Dani
Pedrosa, vice-campeão com 242 pontos sobre a Repsol
Honda. Melhor ainda para Casey Stoner, campeão com
367 pontos e primeiro colocado em dez corridas com a Ducati
Marlboro.
As muitas conquistas de Rossi devem deixar seu pai muito
orgulhoso. Graziano Rossi tentou a sorte a bordo das motocicletas,
mas nunca foi campeão. O máximo que conseguiu
foi fechar em terceiro lugar a temporada de 1979 das 250 cilindradas,
quando o Doutor ainda nem completara seu primeiro ano de idade.
Mesmo com suas marcas impressionantes, Rossi já demonstrou
vontade de trocar as duas pelas quatro rodas. Entre 2004 e
2006, o Fenômeno Valentino realizou testes pela Ferrari
na Fórmula 1 e correu em etapas do Campeonato Mundial
de Rali. Mesmo assim, para alegria dos amantes do motociclismo,
os rumores perderam força, e ele se garantiu sobre
as motos pelo menos até 2012.
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