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Atualização: 29/12/2007
 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VALENTINO ROSSI

Foto: Reuters
Foto: Reuters
Nome: Valentino Rossi
Data de nascimento: 16 de fevereiro de 1979
Local: Urbino, Itália
Categoria: MotoGP
Equipes: Aprilia (1996 e 1997, 125cc; 1998 e 1999, 250cc), Nastro Azzurro Honda (2000 e 2001, 500cc), Repsol Honda (2002 e 2003, MotoGP), Gauloises Fortuna Yamaha (2004, MotoGP), Yamaha (2005, MotoGP), Camel Yamaha (2006, MotoGP) e Fiat Yamaha (2007, MotoGP)
Principais conquistas:
. Campeão das 125cc em 1997
. Campeão das 250cc em 1999
. Pentacampeão da MotoGP (um título ainda nas 500cc) de 2001 a 2005
Curiosidades: Mesmo como campeão, Rossi corre com o número 46 em sua moto. Em tais temporadas, a Federação Internacional de Motociclismo determina que nenhum piloto corra com o número 1.

Ainda criança, Valentino foi incentivado por sua mãe, Stefania, a correr de karts – já que a matriarca considerava os pequenos carros mais seguros. Valentino aceitou, dividiu-se entre os estudos, o futebol, a música e o kart, conquistando um título regional em 90. Mesmo assim, optou por correu como mini-motos em 91, superando o sucesso das quatro rodas.

Talento para fazer história e muito carisma: esta é a receita do italiano Valentino Rossi, pentacampeão da MotoGP. Depois de igualar o tetra de John Surtees e o penta de Michael Doohan, Rossi ainda busca seguir a trilha de seu compatriota Giacomo Agostini, com oito títulos. Para tal, fez a promessa de não abandonar a vitoriosa carreira antes de 2012 e carregar até lá o número 46 à frente da moto.

Sua trajetória no Mundial de Motovelocidade começou quando estreou na categoria 125 cilindradas em 1996, o primeiro celeiro dos craques sobre duas rodas. E logo na República Tcheca, 11ª etapa da temporada, Valentino cravou tanto a primeira pole position quanto conquistou sua primeira vitória. Na temporada seguinte, lá estava ele se tornando o segundo campeão mais jovem da história, aos 18 anos – antes dele Loris Capirossi havia conquistado o título com 17. Rossi venceu 11 das 15 corridas, desempenho ainda hoje não superado.

Com o sucesso, Valentino transferiu-se para as 250 cilindradas e, logo em seu primeiro campeonato, em 1998, até lutou por mais um título, contentando-se depois com o título perdido para o compatriota Loris Capirossi. A consagração veio em 1999, quando se transformou no mais jovem campeão da categoria, marca superada em 2004 pelo espanhol Daniel Pedrosa. Foram nada menos que 309 pontos, somados com nove vitórias no ano – isso sem contar a irreverência nas comemorações em que empinava a moto, carregava bandeiras ou até mesmo bonecos. Já era de se prever então que Valentino faria história também nas 500 cilindradas.

Novamente, o irreverente italiano lutou por uma conquista em 2000, mas viu o norte-americano Kenny Roberts Junior superar sua Nastro Azzurro Honda e levantar o caneco. Em 2001, ele venceu 11 das 16 provas do calendário, e enfim foi campeão com 325 pontos. Imortalizava a partir daí sua concentração ao lado da moto no grid de largada, o número 46 e o apelido de Doutor dado pelos italianos.

Em 2002, a Motovelocidade passou por algumas mudanças significativas. As 500 cilindradas foram extintas e houve a criação da MotoGP, aceitando máquinas de dois e de quatro tempos. Com uma versão mais potente do motor Honda e sua reconhecida habilidade, o bicampeonato de Valentino acabou sendo uma barbada: foram 11 vitórias em 16 corridas. Os desempenhos de Tohru Ukawa e Max Biaggi não fizeram frente às suas atuações, embora o brasileiro Alexandre Barros tenha sido responsável por bons pegas, principalmente no final do ano.

O Mundial de Motovelocidade sempre teve como característica longos domínios, e Valentino consagrou o seu na temporada 2003. Correndo pela Repsol Honda, foram oito vitórias em 16 provas e a conquista do tri com duas provas de antecipação, ao vencer o GP da Malásia. Mesmo com a taça assegurada, Rossi ainda ganhou os GPs da Austrália e de Valência para encerrar o ano com uma incrível vantagem de 80 pontos para o espanhol Sete Gibernau.

Com o título definido, o italiano ainda provocou alvoroço ao anunciar a saída da Honda. Após muita boataria e especulação, o tricampeão confirmou o acerto com a arqui-rival Yamaha após o triunfo em Valência. Um acerto milionário e que levaria Rossi para o desafio de vencer com uma moto que não conquista uma taça desde 1992.

E ele não decepcionou. Com oito vitórias a uma prova do encerramento da temporada, o italiano garantiu o incrível feito de quatro títulos na MotoGP e o sexto de sua carreira. Para chegar ao caneco, Rossi teve que vencer uma acirrada disputa com o espanhol Sete Gibernau que esteve durante toda a competição em seus calcanhares. No final, placar de 304 a 257 para o astro da equipe Gauloises Fortuna Yamaha.

Em 2005, mesmo sem os patrocínios, a mesma supremacia do Doutor. Gibernau era apontado como forte concorrente, mas não conseguiu transformar as expectativas em resultados. E Rossi? No GP da Malásia, faltando quatro etapas para o encerramento da temporada, assegurou o título da temporada com a segunda colocação em Sepang.

No ano seguinte, o Doutor literalmente deixou escapar o sexto título na última etapa da temporada, em Valência. Depois de um início ruim e de perder seis posições na largada, Rossi sofreu uma queda e terminou apenas na 13ª colocação. Melhor para o norte-americano Nicky Hayden, regular ao longo de toda a temporada e campeão com 252 pontos – cinco a mais que o italiano da Camel Yamaha.

Porem, em 2007, o fenomenal italiano teve um ano dos mais discretos da sua carreira. Pela primeira vez desde 96, quando foi nono nas 125cc, Rossi terminou uma temporada fora das duas primeiras colocações. Ruim para ele, terceiro com 241 pontos e mais uma atuação desastrada em Valência a bordo da Fiat Yamaha, e bom para Dani Pedrosa, vice-campeão com 242 pontos sobre a Repsol Honda. Melhor ainda para Casey Stoner, campeão com 367 pontos e primeiro colocado em dez corridas com a Ducati Marlboro.

As muitas conquistas de Rossi devem deixar seu pai muito orgulhoso. Graziano Rossi tentou a sorte a bordo das motocicletas, mas nunca foi campeão. O máximo que conseguiu foi fechar em terceiro lugar a temporada de 1979 das 250 cilindradas, quando o Doutor ainda nem completara seu primeiro ano de idade.

Mesmo com suas marcas impressionantes, Rossi já demonstrou vontade de trocar as duas pelas quatro rodas. Entre 2004 e 2006, o Fenômeno Valentino realizou testes pela Ferrari na Fórmula 1 e correu em etapas do Campeonato Mundial de Rali. Mesmo assim, para alegria dos amantes do motociclismo, os rumores perderam força, e ele se garantiu sobre as motos pelo menos até 2012.


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