| Foto Gazeta Press |
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Vida após o boxe
Eder Jofre largou o boxe profissional, mas sua paixão
pelo esporte não permitiria que ele abandonasse de
vez os ringues. Eder Jofre ainda participou de uma série
de lutas de exibição enquanto oficialmente "aposentado".
Mais tarde, decidiu encarar um novo desafio. Eder resolveu
participar de uma luta muito mais suja e cruel do que qualquer
combate pugilístico: entrou na vida pública,
se candidatando a deputado estadual em São Paulo.
Eder conseguiu seguir uma sólida carreira política,
mas as derrotas por nocaute nas urnas nas últimas eleições
decretaram mais uma aposentadoria para Eder.
O pugilista resolveu passar a se dedicar novamente ao seu
esporte. Passou a ensinar a nobre arte para a classe nobre
paulistana: modelos, atores, empresários. Eder passou
a dar aulas de boxe em uma academia de classe média
alta de São Paulo.
Mas o Galinho de Ouro pode dormir tranqüilo. O reconhecimento
está garantido. O CMB (Conselho Mundial de Boxe), premiou-o
com a honrosa posição de melhor peso galo de
todos os tempos. A imprensa da República Dominicana
já destacou-o como o melhor na categoria de peso na
América Latina. Pugilistas que defenderem com sucesso
o seu cinturão nos galos ganham o "Troféu
Eder Jofre".
Em 1992, Eder conseguiu chegar até talvez o Olimpo
do pugilismo: foi indicado para o Hall da Fama do boxe, honraria
para poucos. Em 2002, a revista norte-americana especializada
"The Ring" colocou-o como o nono melhor pugilista
dos últimos cinqüenta anos, ranqueado ao lado
de monstros do esporte como Sugar Ray Robinson, Muhammad Ali,
Julio Cesar Chavez, Sugar Ray Leonard, Roberto Duran, Carlos
Monzón.
Eder ainda mostrou conhecimento no esporte ao depositar suas
fichas em Acelino de Freitas, o Popó, atual campeão
mundial dos superpenas. Terminando a carreira com 78 lutas,
sendo 72 vitórias, 50 delas por nocaute, quatro empates
e apenas duas derrotas, os dois contestados combates contra
Harada. Esse é o legado do pugilista: o maior boxeador
da história do Brasil, e um dos maiores do mundo. Muito
além do que aquele garoto do Peruche poderia sonhar.
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