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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . EDER JOFRE

1973- O "Legado" de Eder

Foto Gazeta Press
Foto Gazeta Press
Eder Jofre golpeia Rudy Corona

Para a felicidade geral dos brasileiros apaixonados por pugilismo, Eder Jofre reconsiderou a sua decisão. Em 1969, o boxeador estava de volta à ativa, dessa vez não mais no peso que o consagrou, o galo, mas em uma categoria acima, o peso pena. E voltava mais bem preparado do que nunca.

Ao nocautear o lutador Rudy Corona em São Paulo no sexto assalto, Eder mostrava ao mundo que os três anos de inatividade, mesmo com 33 anos, não faziam diferença. Ele estava de volta. Logicamente, um ex-campeão mundial não volta apenas para lutar. Volta para conquistar títulos. Era apenas questão de tempo.

Questão de tempo e preparação. Após quatro anos de combates em que saiu vitorioso, Eder Jofre decidiu, em 1973, que estava pronto para voltar a disputar o cinturão mundial de boxe. E fez isso em grande estilo. No dia 5 de maio daquele ano, em Brasília, enfrentou o cubano Jose Legra para ganhar o título.

O cubano era bem maior que Eder. Na cerimônia de pesagem, Eder estava com medo. O cubano parecia um gigante perto do brasileiro. Mas um pequeno detalhe acabou com toda a aura do adversário e encheu Eder de brios: na pesagem, Legra parecia maior porque estava com um sapato especial, com salto, e parecia mais forte por causa do enchimento do terno.

Legra não foi páreo para Jofre. Impulsionado pela torcida, o brasileiro despachou o cubano na decisão por pontos após os quinze assaltos de domínio total. Era realmente um prodígio: aos 37 anos, Eder estava novamente de posse do cinturão mundial, que defendeu em algumas oportunidades.

Porém, o trágico ano de 1976 selou definitivamente a carreira de Eder. O pugilista já tinha perdido a mãe, e a morte de seu pai e treinador, Kid Jofre, e semanas depois, de seu irmão, desmotivaram o atleta. Eder, muito abalado, não conseguia mais forças para entrar nos ringues. Então, no auge, pendurou as luvas aos 40 anos, dessa vez definitivamente.

Publicação: 06/06/2003
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