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1960 - Do Peruche para o Mundo
| Foto Gazeta Press |
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Após a conquista do título sul-americano dos
galos e das convincentes vitórias sobre todos os adversários
que cruzaram seu caminho, Eder se colocava como um dos maiores
candidatos ao título. O brasileiro fez jus às
expectativas e começou a se preparar para a conquista
maior. Mas, para poder se colocar como pretendente ao título,
era necessário vencer outros pleiteantes em combates
diretos.
No dia 18 de agosto de 1960, Eder entrou no ringue para enfrentar
uma das maiores pedreiras de sua carreira, o mexicano Joe
Medel. Medel era um pugilista muito técnico e pegador,
assim como Eder, e todos sabiam que seria um combate especial.
Eder, mesmo se preparando muito para a luta, não esperava
o que estava por vir. Em nove assaltos, Medel dominou praticamente
todos, aplicando uma grande quantidade de golpes sobre o brasileiro.
Jofre chegou a afirmar que já dava a luta como perdida.
Mas quem tem a qualidade do brasileiro, nunca desiste. No
décimo assalto, uma seqüência de golpes
bem aplicados pelo brasileiro levou Medel à lona. Eder
caminhava para disputar o título.
O dono do cinturão era o também mexicano Eloy
Sanchez. Para quem já havia passado por Medel, Sanchez
parecia uma brincadeira de criança. No dia 18 de novembro,
houve a luta. Após um primeiro assalto de estudos,
Jofre partiu para cima e dominou os três rounds seguintes.
Sanchez tentou equilibrar a luta no quarto assalto, mas foi
derrubado no round seguinte. Sabendo que estava com a luta
nas mãos, Jofre entrou no sexto assalto decidido a
acabar com o combate.
Um forte golpe na boca foi suficiente para derrubar de vez
o mexicano e levar o título para o Brasil. Jofre era
campeão mundial dos galos. Nem mesmo o pugilista poderia
esperar a recepção calorosa no país após
o feito. Ele era, oficialmente, herói nacional. A Gazeta
Esportiva homenageou-o de forma singela, mas que emocionou
o pugilista: uma coroa de louros.
Nas defesas de título subseqüentes, nem mesmo
Joe Medel foi páreo para Jofre. O brasileiro caminhava
para cada vez mais se consolidar como o maior de todos no
peso. Até mesmo unificar os títulos ele conseguiu.
Mas uma pedra vinda do oriente foi parar no caminho de Eder.
Em 17 de maio de 1965, Eder enfrentou o japonês "Fighting"
Harada. A luta aconteceu em Nagoya. O combate foi muito equilibrado,
sendo necessária a decisão dos árbitros
após o 15 assaltos. Mas o que se viu foi uma grande
patriotada por parte dos juízes, que deram a vitória,
nos pontos, para Harada, que, segundo testemunhas da luta,
havia sido dominado por toda o tempo.
Decepcionado, Eder voltou aos treinos e pediu uma revanche,
Novamente, no Japão, dessa vez em Tóquio. A
história da luta, porém, foi a mesma. No dia
1º de junho de 1966, Eder lutou um combate parelho, mas
foi melhor que o japonês. Isso não foi suficiente
para os juizes, que novamente apelaram à patriotada
e deram vitória a Harada.
Desiludido por perder de maneira controversa duas vezes,
Jofre decidiu que era hora de abandonar os ringues de boxe.
Mas, para felicidade geral dos amantes do boxe no Brasil,
o pugilista acbou reconsiderando.
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