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Atualização: 21/12/2007
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . GUSTAVO BORGES

Gustavo Borges, um ícone olímpico do Brasil

Foto Gazeta Press
Foto Gazeta Press

Nome: Gustavo França Borges
Data de nascimento: 02/12/1972
Local: Ribeirão Preto (SP)
Principais resultados: Prata em Barcelona-92 e bronze em Atlanta-96, nos 100m livres
Prata em Atlanta, nos 200m livre
Bronze em Sydney-00, no revezamento 4x100m livre
Dezenove medalhas pan-americanas – oito de ouro, oito de prata e três de bronze nos jogos de Havana (1991), Mar del Plata (1995), Winnipeg (1999) e Santo Domingo (2003)
Conquista de medalhas em Mundiais e etapas da Copa do Mundo de piscina curta, além da quebra de quatro recordes mundiais
Eleito pela revista "The World of Swimming" o 13º melhor nadador da década de 90.
Participações olímpicas:
Barcelona/92, Atlanta/96, Sydney/2000 e Atenas/2004

É corriqueiro em países nos quais faltam políticas de apoio ao esporte e sobram problemas sociais que as grandes estrelas nasçam quase ao acaso. O Brasil não foge à regra: os exemplos são tantos que seria impossível qualquer tentativa de enumerá-los.

Vejamos então apenas alguns: Gustavo Kuerten, ex-número um do mundo no tênis, precisou de ajuda da família para disputar os primeiros torneios na Europa; Romário, herói do Brasil na conquista do tetracampeonato mundial, teve de superar uma infância sofrida para alcançar a fama; e Ronaldo, considerado um fenômeno do futebol, deixava de jantar para economizar o dinheiro da condução que o levava aos treinos do modesto São Cristóvão.

Chega a ser estranho que um atleta surja por aqui não apenas por iniciativa individual. Mas é este o caso de Gustavo França Borges. Nascido em Ribeirão Preto, a 2 de dezembro de 1972, o nadador é a prova de que investimentos no esporte dão resultados.

Patrocinado por empresas ligadas ao governo durante boa parte de sua carreira, conquistou quatro medalhas olímpicas, 119 em Pan-americanos e dezenas de recordes brasileiros e sul-americanos - atualmente ainda detém os recordes brasileiro e sul-americano de quatro provas: 200m livre e 4x100m livre (em piscina de 25m) e 200m livre e 4x50m medley (em piscina de 50m).

Recentemente, a Fina (Federação Internacional de Natação) elegeu-o como o 13º melhor nadador da década de 90, colocando-o na frente de atletas do respaldo do bicampeão olímpico Peter van der Hoogenband.

"Tudo isso que se passou comigo nestes anos de natação tem sido uma aventura extraordinária e só aconteceu pelo meu esforço, pelo apoio que tenho fora da piscina e finalmente pela torcida maravilhosa que tenho no Brasil", afirmou Gustavo.

Embora tenha nascido em Ribeirão Preto, Gustavo Borges viveu até os 15 anos em Ituverava, uma pequena cidade do interior de São Paulo. Começou a nadar por volta de 10 anos de idade, na Associação Atlética Ituveravense. Desde pequeno, mostrava gosto pelo esporte. Além da natação, que começou a praticar incentivado por amigos, jogava basquete - no qual se destacava mais pela altura do que pelo talento - tênis, hipismo e futebol, embora para este não levasse muito jeito. Optou pela natação, por ser o esporte mais organizado da cidade.

Apesar do tempo gasto em treinamentos e em competições, Gustavo nunca deixou completamente de lado os estudos. Mudou-se para São Carlos e São Paulo, a procura de melhores escolas, da mesma forma que aceitou, anos mais tarde, o convite da Bolles School, em Jacksonville, na Flórida, para concluir o ensino médio. Ainda nos EUA, terminou sua formação acadêmica na Universidade de Michigan, onde ficou por cinco anos nadando e estudando.

As glórias: Com uma educação bem estruturada, Gustavo começou a brilhar em 1991, durante os Jogos Pan-americanos de Havana, em Cuba. Lá, conquistou cinco medalhas, quase anunciando o que aconteceria no ano seguinte, quando ganharia a medalha de prata nos 200 metros livre das Olimpíadas de Barcelona, na Espanha. Em 1993, conseguiu três recordes mundiais (duas vezes no 4x100m livre e uma nos 100m livre). Um ano depois, obteve duas medalhas de bronze no Mundial da Itália. E, em 1995, faturou mais cinco medalhas no Pan-americano, em Mar del Plata, na Argentina.

O futuro reservava ainda a Gustavo Borges a maior de todas as conquistas: a medalha de prata nos 200m e de bronze nos 100m livre dos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996. Um ano depois, tornou-se campeão mundial em Gotemburgo, na Suécia.

De lá para cá, venceu inúmeras etapas da Copa do Mundo de Natação e quebrou quase uma dezena de recordes brasileiros e sul-americanos, entre piscina olímpica (50 metros) e curta (25 metros). Teve forças ainda para conquistar sua quarta medalha olímpica na prova do revezamento 4x100m dos Jogos de Sydney, feito que fez dele o principal atleta olímpico do país em toda história, ao lado do iatista Torben Grael.

A despedida oficial aconteceu em 2004, nos Jogos Olímpicos de Atenas, na Grécia. Gustavo Borges participou do revezamento 4x100m livre, mas não passou das eliminatórias.

Ainda na ativa, o brasileiro foi escolhido pela Fina (Federação Internacional de Natação Amadora) um dos 12 atletas que fizeram parte de seu Comitê. A posição na entidade foi ocupada até 2005, quando assumiu o cargo de secretário-geral do Comitê de Atletas da Fina.

Em 2007, foi convidado pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para integrar a Comissão de desportistas e ex-atletas com a missão de integrar o Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos do Rio.

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