| Foto Gazeta Press |
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Por Luiz Felipe Fagundes, especial para Gazeta
Esportiva Net
Manoel Tobias começou a perceber seu talento para
o futebol aos 13 anos de idade. Foi quando seu professor de
educação física, na pequena cidade de
Salgueiros, resolveu levá-lo para treinar na equipe
mirim do Bandepe. Santa Cruz de coração, o jogador
teve sua primeira grande oportunidade aos 15 anos, no arqui-rival
Náutico, que levou Manoel Tobias para a equipe ao observar
as incríveis jogadas que ele fazia por seu time.
Sua estréia como profissional foi no ano de 1990.
Após uma rápida passagem pelas quadras do Paraná,
o jogador retonou ao Nordeste para defender a camisa do Votorantim.
O título do Campeonato Estadual e a segunda colocação
no Brasileiro não foram as principais conquistas de
Manoel naquele ano. O garoto de 18 anos conseguia sua primeira
convocação para a seleção brasileira.
O ano de 1991 foi especial para Manoel Tobias. Atuando pelo
Banfort, o ala conquistou sua primeira Taça Brasil,
mas, o principal título foi o Pan-americano de futsal,
em São Paulo. Era a primeira conquista junto com a
seleção brasileira. A primeira de muitas que
se seguiram. Aliás, desde que se tornou profissional
nunca ficou um ano sem ganhar um título. O mundo já
começava a olhar melhor aquele garoto de 19 anos que
saiu do interior de Pernambuco para brilhar nas quadras.
O futsal mudou de rumo no Brasil, deixando o Nordeste para
se instalar no Sul. Os patrocínios partiram junto e,
é claro, não deixaram Manoel Tobias para trás.
Atuando no Rio Grande do Sul e no Paraná o jogador
começou a se consolidar como o melhor ala do país.
O ano de 1996 foi, sem sombra de dúvidas, um marco,
tanto para o atleta quanto para a seleção. O
Brasil conseguia o pentacampeonato, e Manoel Tobias, no auge
de sua forma, foi eleito o melhor jogador do mundo. O ala,
que já havia conquistado o título em 1992, desta
vez foi o protagonista do penta.
O sucesso levou o crauqe a tentar seguir a carreira nos campos.
Porém, sua passagem pelo Grêmio não foi
boa e logo as quadras voltaram a ter Manoel em ação,
e pelo arqui-rival de Porto Alegre, o Internacional.
A torcida do Atlético/MG recebeu o ala de braços
abertos, e não se arrependeu. A conquista de dois títulos
Metropolitanos, da Liga de Futsal e, principalmente, da Copa
Intercontinental colocaram o jogador entre as celebridades
do futebol mineiro. A tristeza da torcida com a partida do
ídolo, que foi para o Rio de Janeiro defender o Vasco
da Gama, é espelho de sua importância para o
recenhecimento do esporte em Minas Gerais.
Sua chegada ao Vasco foi muito festejada pelos cariocas.
Com Manoel o time de São Januário teria chances
de competir com as equipes do Sul, as mais fortes do país.
Nem mesmo a perda do hexacampeonato Mundial pela seleção
abalou o jogador, que foi o grande destaque na conquista da
Liga Nacional de 2000.
Enfrentando problemas para pagar seus atletas, a equipe vascaína
não pode segurar o ala no time. Mesmo tendo se adaptado muito
bem ao Rio, Manoel Tobias teve que escolher entre ir para o futsal
da Espanha ou para o Sul do país. Preferiu ficar e defender
o Malwee, de Santa Catarina, onde chegou para ser a a estrela do
clube e não decepcionou: foram quatro títulos com
a equipe de Jaraguá do Sul, incluindo o Campeonato Brasileiro
de seleções e o Catarinense de 2002.
Em 2003, o veterano Tobias aceitou o desafio de enfim atuar pela
primeira vez no futsal espanhol. Mais exatamente pelo Polaris World
Cartagena, que passava por uma crise financeira. A chegada de um
novo patrocinador permitiu que os cartageneristas contratassem grandes
nomes e brigassem por títulos. E mesmo sem conquistá-los,
Manoel Tobias levou o time à melhor posição
de sua história na liga espanhola: terceiro lugar em 2005/2006.
Com sua missão cumprida na Europa, o experiente pernambucano
decidiu retornar ao Brasil para o crepúsculo de sua carreira.
Encontrou espaço na Ulbra, pela qual se despediu nas semifinais
da Liga Futsal de 2007, em um empate em 1 a 1 com o Joinville.
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