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O maior vencedor da história
do tênis
Por Fábio Mello, especial para a GE Net
O talento natural pode ser fundamental para a formação
de um tenista de primeira linha, porém muitas vezes
um campeão precisa de muito esforço para se
destacar. Quando um jogador mescla as duas qualidades, as
chances de ele vingar no competitivo circuito mundial de tênis
são muito altas. O tcheco Ivan Lendl, tenista mais
vitorioso da década de 80, é o maior exemplo
disso.
Nascido em Ostrava, na República Tcheca, a relação
de Lendl com o tênis começou no berço.
Sua mãe, Olga, foi uma grande tenista e chegou a ser
número 2 do circuito de seu país. Mas a simples
presença de genes vencedores não foi o bastante
para tornar o tcheco campeão rapidamente.
Considerado o maior ícone do esporte na década
de 80, Lendl chegou a ser conhecido como "máquina"
por seus adversários do circuito, tamanho era seu preparo
antes de cada partida. Concentrado quando entrava em quadra,
fora dela o tenista aproveitava o tempo para fazer treinamentos
físicos inovadores para a época, como musculação,
cross-training e natação. Além disso,
traçava estratégias de jogo de acordo com as
anotações que fazia de cada um dos competidores
do circuito.
Conhecido por seu potente forehand, Lendl ganhou o apelido
de "Ivan, o Terrível" e, quando entrava em
quadra, sua concentração contribuía para
seu rosto sério e fechado. Por outro lado, fora das
quadras o tcheco sempre foi muito agradável e divertido,
sendo lembrado pelos outros tenistas como contador de piadas.
O tenista começou a chamar a atenção
do mundo do tênis cedo, quando com apenas 17 anos conquistou
o Orange Bowl de 1977, mais importante competição
juvenil do esporte. Depois da profissionalização,
um ano mais tarde, Lendl não demorou a se destacar
no circuito e em 1980 conquistou sete títulos, foi
campeão da Copa Davis e chegou à final de Roland
Garros, sendo derrotado pelo sueco Bjorn Borg.
Apesar de continuar vencendo torneios e chegando em finais
de Grand Slams, o tcheco só conquistou o primeiro título
dessa importância quatro anos mais tarde, em Paris.
Depois, sucederam-se mais dois títulos em Roland Garros,
três no Aberto dos Estados Unidos e dois no Aberto da
Austrália. Sua maior decepção na carreira,
assumidamente, foi não ter sido campeão em Wimbledon,
aonde chegou a duas finais.
Líder do ranking mundial durante 270 semanas, marca
apenas inferior a de Pete Sampras, Lendl abandonou as quadras
em 1994 com 94 títulos de simples e seis de duplas
em sua prateleira. O motivo alegado foram as constantes dores
nas costas, que prejudicavam o desempenho do campeão,
mas não o impediram de praticar sua outra paixão,
o golfe.
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