| Foto Arquivo/Gazeta Press |
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Enfim, a consagração
Apesar de ter perdido a sexta final em Grand Slam,
em Roland Garros, para Wilander, o ano de 1985 foi a confirmação
de Ivan Lendl como um tenista vencedor. A vitória no Aberto
dos Estados Unidos, depois de três vice-campeonatos seguidos,
não só colocou fim a um incômodo tabu como levou o tenista
à liderança do ranking mundial.
A vítima foi mais uma vez John McEnroe. Dessa vez, Lendl
só teve dificuldades no primeiro set, mas venceu por 3 a0,
parciais de 7/5, 6/3 e 6/4.
O primeiro lugar no ranking deu moral para o tenista, que
em 1986 teve seu ápice na carreira, sendo campeão Roland Garros
e no Aberto dos Estados Unidos, além de ter conquistado o
primeiro resultado expressivo em Wimbledon, já que perdeu
a final para o alemão Boris Becker. Na Austrália, o tcheco
preferiu não competir.
Para quem apostava numa decaída de Lendl no ano seguinte,
a decepção foi grande. Depois de perder nas semifinais do
Aberto da Austrália, o tenista fez jus ao apelido de "Máquina"
ao conquistar o tricampeonato de Roland Garros e do Aberto
dos EUA, derrotando Wilander em ambas as finais. Em Wimbledon,
mais uma derrota na decisão, dessa vez para o australiano
Pat Cash.
Tamanha superioridade e regularidade em dois anos de circuito
garantiram a Lendl a liderança tranqüila no ranking mundial
por três anos. Mas o ano de 1988 não foi bom para o campeão,
que com a derrota para Wilander na final do Aberto da Austrália
deixou o posto para o algoz e maior adversário da carreira.
A volta por cima aconteceu em 1989. Logo em janeiro, Lendl
bateu o compatriota Miloslav Mecir e conquistou o primeiro
título no Aberto da Austrália. Mais do que isso, a máquina
de ganhar campeonatos retomou a liderança do ranking mundial
apenas quatro meses após a ter perdido.
No mesmo ano, na oitava final seguida no Aberto dos Estados
Unidos, Lendl desperdiçou a chance conquistar o tetracampeonato.
Numa final emocionante, ele foi superado por Boris Becker
em quatro sets (7/6, 1/6, 6/3 e 7/5) e mais uma vez teve que
conviver com a fama de tremer em decisões.
O último título de Grand Slam veio em 1990, com o bicampeonato
na Austrália. Com a idade pesando, o desempenho começou a
cair e Lendl perdeu a chance do tricampeonato em Melbourne
no ano seguinte. Depois, o grande campeão não conseguiu mais
manter o mesmo nível e não consegui mais resultados expressivos
no circuito, pelo menos em torneios de Grand Slam.
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