| Foto Arquivo/Gazeta Press |
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Becker: talento e escândalos
Por Maria Júlia Nóbrega, especial para
a GE Net
Boris Becker tem uma vida marcada por conquistas e muitas
polêmicas. Maior ídolo do tênis alemão,
ao lado de Steffi Graf, Becker se imortalizou ao ser o mais
jovem tenista a conquistar o torneio de Wimbledon, aos 17
anos.
Os recordes daquele jovem tenista que surgia para o cenário
mundial não pararam por aí. Em 1985, na conquista
do maior torneio de tênis do mundo, ele foi também
o primeiro jogador não pré-classificado a vencer
Wimbledon, e o primeiro alemão a levantar tal título.
Boris Becker foi ainda o mais jovem tenista a alcançar
a marca de um milhão de dólares em prêmios.
A potência no saque e o brilhante jogo de rede chamaram
a atenção para aquela nova estrela alemã,
que passou a ser chamada de "Boom boom", pela força
espetacular. Em 1986, ao se consagrar bicampeão de
Wimbledon, Becker levou o tênis a uma nova fase, em
que o apuro técnico se tornou tão importante
quanto o preparo físico e a força.
As muitas façanhas na carreira o transformaram em
um ídolo em seu país. Entre estes feitos, o
de jogador do ano em 89, os seis títulos de Grand Slam,
as 12 semanas consecutivas como número um do mundo
e a conquista de pelo menos um torneio durante 10 anos seguidos.
O início - Boris Becker entrou definitivamente
para o mundo do tênis em 1984, quando tinha apenas 16
anos. Na temporada seguinte, aos 17 anos e 7 meses, ele surpreendeu
o mundo ao vencer Wimbledon.
Em 1986, já consagrado, repete a dose nas quadras
londrinas, e chega ao tri três anos depois. Em 1987
ele proporcionou ao público uma das mais longas e emocionantes
partidas da história do tênis, ao derrotar o
norte-americano John McEnroe, depois de 6 horas e 21 minutos,
durante a Copa Davis, nos Estados Unidos.
A temporada de 89 consagrou Becker como um dos maiores tenistas
da história do esporte. Campeão em Wimbledon,
o tenista venceu o US Open e levou a Alemanha ao primeiro
título da Copa Davis.
Em 1991, o auge, mesmo sem o tetra em Wimbledon. Boris Becker
conquistou o Austrália Open, e alcançou a primeira
colocação do ranking mundial durante três
semanas. Em 1992, a realização de um antigo
sonho, a medalha de ouro olímpica, conquistada em Barcelona.
O tenista chegou a declarar que o ouro em Barcelona era mais
importante que o título em Wimbledon.
Os anos seguintes passaram sem grandes triunfos, até
1996, quando voltou a vencer um Grand Slam. Era o bicampeonato
no Austrália Open e também o último ano
como top 10. Boris Becker começou então a cogitar
o fim da carreira, que aconteceu três anos depois, em
Wimbledon, no torneio que o consagrou.
Na despedida, Boris Becker foi superado pelo australiano
Patrick Rafter nas oitavas-de-final da competição,
e se retirou definitivamente do circuito profissional de tênis.
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