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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . BORIS BECKER
Foto Arquivo/Gazeta Press
Foto Gazeta Press
Uma vida de escândalos

A vida de Boris Becker dentro e fora das quadras foi marcada por inúmeros escândalos. Em 1985, o quase desconhecido tenista alemão se tornou o maior ídolo de seu país, ao ganhar aos 17 anos o torneio de Wimbledon, e provocou uma explosão de tênis no país, com uma popularidade que atingia 91%. Seu nome virou discos, raquetes, bares e ultrapassou barreiras, Boris Becker se tornou ídolo também nos Estados Unidos.

A Beckermania durou até 1987, quando os escândalos começaram a tomar conta da sua vida, e prejudicaram a sua imagem mundialmente. Fatos como a mudança para Monte Carlo, a recusa em servir o exército alemão, o posicionamento contra a reunificação das Alemanhas, e a declaração de que se doparia para alcançar o primeiro lugar do ranking mundial, foram alguns dos acontecimentos que fizeram declinara o prestígio do talentoso tenista.

Com tantos fatos perturbadores, o prestígio reconquistado com o tricampeonato em Wimbledon e com o bicampeonato da Copa Davis durou pouco. A imprensa não perdoaria nenhum deslize. Em 1991, época em que se consagrou número um do mundo, Boris Becker passou por constantes problemas de saúde. A mídia chegou a insinuar que o tenista estava infectado com o vírus da Aids.

Polêmicas - Em 2001, aos 34 anos, Becker foi condenado pela justiça alemã por sonegação de imposto entre os anos de 1991 e 1993. O tenista teve a pena amenizada à liberdade condicional, depois de pagar uma multa de 300 mil euros. Além de ter sido obrigado a doar outros 200 mil a instituições de caridade, e pagar os custos do processo, estimados em 100 mil euros.

Os promotores do Estado da Baviera pediram a condenação de Boris Becker, com uma pena de três anos de prisão, não só pela sonegação fiscal, mas também por ter mentido sobre o lugar onde vivia. Becker declarou morar no paraíso fiscal de Mônaco, quando na verdade residia em Munique.

Mas o problema com a polícia alemã não foi o único enfrentado por Becker. Três anos depois de ter encerrado a carreira, o tenista assumiu ter ingerido álcool e ter feito uso de pílulas para suportar a pressão do mundo do tênis. Em 1987, quando passava por um mau momento na carreira ele começou a tomar pílulas para dormir, hábito que permaneceu até 1992. "Contra a falta de sono havia pílula, contra a dor havia outras pílulas. Contra a solidão, mulheres e uísque ajudavam", disse.

Em 2000 Becker assumiu a paternidade da filha da modelo russa Angela Ermakova. O envolvimento aconteceu no dia de sua despedida do tênis, em 1999, na noite após sua partida com Patrick Rafter. Becker estava brigado com a esposa Barbara e se relacionou com a modelo, de quem teve um filho. O tenista e a modelo entraram em um acordo, e Becker pagou US$ 5 milhões a Angela.

Publicação: 20/05/2005
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