| Foto Arquivo/Gazeta Press |
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Superando preconceitos
Em 1985, quando se tornou o campeão mais jovem
de Wimbledon aos 17 anos, Boris Becker foi idolatrado pelo
povo alemão, e se tornou a personificação
da força da raça germânica. Em 1993, ídolo
na Alemanha e no mundo todo, o tenista sentiu o poder do legado
racista alemão sobre sua vida.
Boris Becker se apaixonou e casou com uma modelo negra, Barbara
Feltus, descendente de sul-africanos, que passou a ser perseguida
pela imprensa racista e humilhada por parte da população
alemã. Barbara sabia que os alemães não
a queriam ao lado de seu grande ídolo. Por onde passava,
ouvia: "Que azar do Boris, você não serve
para ele", ou então, "Você não
passa de uma negra, volte para a selva".
A pressão foi tanta que em 1993, mesmo ano do casamento,
Becker e Barbara deixaram a Alemanha. . "Não posso
mais viver na Alemanha. Os alemães são racistas
demais", declarou o tenista. Diante do ocorrido, o líder
neonazista Edward Althas afirmou publicamente que Boris pertencia
a uma raça limpa e pura. "Seus genes devem ser
usados para o bem da Alemanha. Se ele não quer preservar
sua saúde, que vá embora com sua negra".
Da difícil união nasceram dois filhos, Noah
Gabriel e Elias Baltasar. Em 1994 a família Becker
sofreu ameaças de morte, e o jogador desapareceu com
a esposa e filho Noah de apenas três meses. O sumiço
do tenista, que em um mês e meio recebeu cinco ameaças
de morte, foi creditado à chantagem de um suposto membro
bávaro, da facção Exército Vermelho,
que exigia dinheiro para não acabar com a vida de Barbara
e Noah.
Boris Becker e Barbara Feltus se divorciaram em 15 de janeiro
de 2001, e no acordo do divórcio, Bárbara ficou
com US$15 milhões.
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