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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . JIMMY CONNORS
Foto Gazeta Press
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Vitória - Connors comera segundo título em Wimbledon (82), contra John McEnroe.

Por Fernão Ketelhuth, especial para A Gazeta Esportiva Net

Poucos jogadores ao longo da história trouxeram tanto impacto ao mundo do esporte como Jimmy Connors. Nascido em East St. Louis, EUA, no dia 2 de setembro de 1952, Connors foi o principal nome do tênis masculino na década de 70 e em meados da década seguinte, dentro e fora das quadras.
Dez anos depois de abandonar o esporte, seus recordes permanecem inabaláveis: ninguém conquistou tantos títulos quanto ele, nem venceu tantas partidas num mesmo ano. Mas também poucos tenistas criaram tantos problemas ou arrumaram número igual de inimigos.

Primeiras raquetadas
Treinado por sua mãe Glória, Connors ensaiou as primeiras raquetadas aos três anos, em Belleville, na Califórnia. Desde cedo, acostumou-se com as vitórias, ganhando inúmeros torneios em categorias até dez anos. Justamente nesta idade, o menino canhoto conheceu seus primeiros técnicos: os mexicanos Pancho Gonzales e Pancho Segura, responsáveis pela mudança de seu golpe de esquerda, de uma para duas mãos. A alteração tornou seu jogo de fundo de quadra mais consistente e Connors continuou ganhando torneios e mais torneios no juvenil. Em 1971, obteve seu principal resultado na categoria, conquistando o título da Associação Nacional de Atletas Colegiais dos EUA, pela Universidade de Los Angeles.
Em 1972, precisou largar os estudos para tornar-se profissional. E menos de um ano depois, já era campeão norte-americano.

O circuito
Mas o melhor viria em 74, ano em que Connors começou a disputar o circuito mundial: ele conquistou três títulos de Grand Slam (Austrália, Wimbledon e Aberto dos EUA), assumindo a liderança do então recém-criado ranking, com 99 vitórias em 103 jogos.
Connors permaneceu do topo do ranking por cinco anos seguidos (de74 a 78) - ou 160 semanas -, antes de dar lugar para o gelado Bjorn Borg e ao irreverente John McEnroe. No total, conquistou 109 títulos de simples e disputou 54 finais, um recorde entre os homens. Para se ter uma idéia dos números, o segundo colocado na lista dos maiores vencedores em simples é o tcheco naturalizado norte-americano Ivan Lendl que possui 94.
Connors ainda venceu 19 torneios de duplas e ocupa hoje o 15º lugar na lista dos jogadores mais bem pagos em toda a história, acumulando US$ 8.641.040 em prêmios.

Mudança de estilo
Apesar dos resultados brilhantes, Connors sempre foi conhecido no mundo do tênis como um garoto rebelde, pela antipatia dentro e fora das quadras. Tal fama só mudou de cara no final de sua carreira, quando continuou competindo de igual para igual com jogadores mais jovens.
Seus dois títulos em Wimbledon mostram bem sua mudança de conduta. Em 74, Connors recusou a medalha comemorativa entregue ao campeão pela Rainha da Inglaterra. Mas na segunda conquista, oito anos depois, aceitou-a cordialmente e recebeu aplausos dos torcedores, que previam o contrário.

Joe Frazier do tênis
Certa vez, um de seus oponentes bradou o seguinte comentário sobre Connors: "Jogar contra Connors é como lutar com Joe Frazier. Ele está sempre em cima de você. Quando você decide atacar, ele entra com mais potência ainda e te encurrala no fundo de quadra. É agressivo o tempo todo. Nunca joga na defesa."
Connors encerrou sua carreira em 91 e sete anos depois teve seu nome colocado no Hall da Fama. É casado com a ex-modelo Patty Connors e tem dois filhos: Brett e Aubree-Leigh. Ainda hoje, disputa o circuito de veteranos.

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