| Foto Folha Imagem |
 |
Kirmayr: paixão interminável
pelo tênis
Por Marcos Guedes, especial para a GE Net
Kiki, Carlão, Alemão ou Kharman Ghia. Todos
esses são apelidos do tenista considerado por muitos
o melhor duplista da história do Brasil. Seu nome é
Carlos Alberto Kirmayr. Ele defendeu o país na Copa
Davis por 15 anos, foi o melhor brasileiro no ranking durante
cinco e derrotou feras como Ivan Lendl, Ilie Nastase e John
McEnroe.
Destro, nasceu em 23 de setembro de 1950, em São Paulo.
Deu as primeiras raquetadas no Banespa, quando tinha apenas
quatro anos de idade. Depois, teve aulas nos clubes Tietê
e Indiano. Ainda criança, ele já chamava a atenção
pela qualidade que demonstrava nos primeiros campeonatos.
Kirmayr decidiu correr atrás do sonho de ser um tenista
profissional em 69. Com 19 anos, inspirado na determinação
do ídolo Mohammed Ali, ele resolveu se aventurar pelos
EUA. Lá, lavava as quadras da Universidade de San Jose,
na Califórnia, aprendia a falar inglês e, o mais
importante, jogava.
Não demorou muito para que seu talento fosse observado
pelos treinadores brasileiros. Em 71, teve a sua primeira
chance na equipe nacional que disputava a Copa Davis. No mesmo
ano, conquistou o título do ATP Tour do Guarujá,
no litoral paulista.
Em simples, Kiki chegou a importantes finais, como a do Cairo,
em 79, e a de Bogotá, em 80. Além disso, levou
o título do Guarujá mais duas vezes. Para vencer
em 81, ele teve que passar por Eddie Dibbs e Ilie Nastase,
ambos top tem do ranking da ATP. Ainda naquele ano, o brasileiro
alcançaria sua melhor posição no ranking
mundial (31o) e bateria John McEnroe, apenas dois meses antes
de o 'bad boy' se sagrar campeão de Wimbledon pela
primeira vez.
Jogando duplas, Kirmayr foi ainda mais espetacular. Ele chegou
a 15 finais de torneios ATP e alcançou, ao lado de
Cássio Motta, o posto de quinta melhor parceria do
planeta. Em 83, os dois se tornaram os primeiros brasileiros
a participarem do Masters. A competição foi
disputada em Nova York.
Antes mesmo de encerrar a carreira como jogador, começou
a trabalhar como técnico. Na década de 80, dirigiu
Luís Mattar, Dácio Campos e outros. Nos anos
90, nomes como Gabriela Sabatini e Cedric Pioline estiveram
sob seu comando. Hoje, faz parte do departamento de capacitação
de professores da CBT, é diretor técnico da
entidade e dá clínicas de tênis duas vezes
por ano, em Serra Negra.
|