| Foto Gazeta Press |
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Davis: 15 anos de luta
Carlos Kirmayr defendeu o Brasil na Copa Davis durante 15
anos. Em tempo de dedicação à seleção,
ele só perde para Thomaz Koch e Edison Mandarino. Sua
primeira oportunidade apareceu em 1971. Na ocasião,
a derrota por 3 a 2 para Frantisek Pala não comprometeu.
Jogando em casa, o Brasil venceu o confronto contra a Tchecoslováquia
por 4 a 1.
Ainda inexperiente, Kirmayr perdeu as seis primeiras partidas
que fez na competição entre países. As
vitórias só começaram a acontecer em
76. No confronto daquele ano contra o Peru, o brasileiro fez
barba e bigode ao vencer seus dois jogos de simples e ganhar
também nas duplas.
A partir daí, a carreira do tenista deslanchou na
Copa Davis. Foram 34 triunfos em 56 jogos. O mais memorável,
segundo ele, foi a vitória no quinto e decisivo jogo
contra o Equador, em 80. A série foi disputada em Guaiaquil.
'Foi contra o Andrés Gomes. Eu não vi a cor
da bola no primeiro set, mas depois me recuperei. Esse jogo
marcou muito a minha carreira e a minha maneira de atuar,
principalmente numa situação adversa. Desde
então, eu passei a me sentir competente como jogador
na Davis. Enfim, foi um jogo inesquecível para mim',
conta o tenista.
As parciais foram de 1/6, 10/8, 9/7 e 6/4. 'Cheguei a provocar
a torcida adversária depois da virada', lembra o brasileiro.
Naquele confronto, ele também venceu as três
partidas das quais participou.
Kirmayr só se despediu da Copa Davis em 86. Na sua
última participação, ele jogou ao lado
de Cássio Motta e perdeu para os chilenos Ricardo Acuña
e Hans Gildemeister por 3 a 1. No entanto, seu nome já
estava gravado na história do tênis brasileiro.
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