| Foto Gazeta Press |
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O sucesso da aventureira
Maria Esther Bueno foi, além de grande tenista,
uma aventureira. Sair do Brasil sem qualquer subsídio,
contando apenas com algum dinheiro que lhe fora emprestado,
não era algo comum para uma menina de apenas 18 anos.
Sempre inovou. Seu estilo força, precursor do tênis
praticado pelas irmãs Willians, não tinha precedentes
no mundo esportivo.
Seus uniformes eram igualmente inovadores. Foi a primeira
tenista a usar detalhes coloridos sob a saia branca e diminuiu
o comprimento dos modelos. Todas as peças confeccionadas
pelo estilista Ted Tilling, um grande admirador.
Angariou a admiração de grandes nomes do esporte.
Quando conquistou seu nono título em Winbledon, Martina
Navratilova deu proporções ao sucesso da brasileira.
"Não me considero a maior tenista de todos os
tempos. Ainda preciso fazer muito para me igualar a Billie
Jean, Margaret Court ou Maria Bueno", foi a declaração
cheia de modéstia da vitoriosa, reconhecida pela própria
Estherzinha como o maior nome da história do tênis
feminino.
Depois que parou de jogar, Maria Esther continuou colecionando
feitos. Sua estátua ficou exposta durante muito tempo
no concorridíssimo Museu de Cera de Madame Tusseaut,
em Londres.
É a única brasileira a ter o nome no Internacional
Tennis Hall of Fame, grupo dos maiores tenistas de todos os
tempos.
É verbete na "Bud Collin's Tennis Encyclopedia",
o guia de referência do esporte, descrita como "uma
das jogadoras mais graciosas que já se viu".
Além disso, o Clube Tietê construiu uma estátua
em homenagem ao maior nome esportivo produzido ali dentro.
Definitivamente, nessa história a aventureira não
encontrou o tesouro. Maria Esther tornou-se um tesouro a ser
guardado na memória dos brasileiros amantes do esporte.
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