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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . MARTINA NAVRATILOVA
Foto Gazeta Press
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O apoio paterno

"Ele me disse que algum dia eu venceria em Wimbledon. Nisso eu acreditei." Assim Martina termina o poema que inicia sua autobiografia. Mais do que dois versos, eles traduzem a importância que Miroslav Navratil, conhecido como Mirek, teve na formação da tenista Navratilova. Outro indício da afinidade dos dois foi a troca de nome de Martina. Nascida Martina Subertova, com 10 anos ela resolveu adotar o sobrenome do segundo marido de sua mãe.

Foi Mirek que a levou pela primeira vez a uma quadra de tênis e iniciou seu treinamento. Seus conselhos eram bastante incisivos: "Jogue com agressividade. Como um garoto." E isso ela seguiu ao pé da letra.

Quando Martina completou nove anos, Mirek a levou a Park Klamovka, em Praga. O centro de treinamento, comandado por George Parma, era o único que dispunha de quadras cobertas na Tchecoslováquia.

Ao recebê-los, Parma disse que não tinha muito tempo livre, tinha que treinar muitos tenistas e iria bater uma bola com Martina. Se ela não fosse boa, ele diria logo. Confiante, Mirek responde apenas: "Não se preocupe, ela é boa."

E ele estava certo. Depois de meia hora de treino, Parma sentenciou: "Acho que posso fazer alguma coisa por ela."

Durante muitos anos, seu pai adotivo a acompanhava em todos os torneios, levando-a na garupa de sua motocicleta. Na puberdade, depois de sua primeira menstruação, foi ele que explicou à Martina como funcionava o relacionamento entre um homem e uma mulher. Mirek disse a Navratilova que achava importante a mulher manter relação sexual antes do casamento, mas apenas com o homem com quem ela pensava em se casar e não antes dos 21 anos. Parece bastante liberal para a década de 60 e numa Tchecoslováquia conservadora. Mas ele não era tão liberal assim.

No início da década de 80, quando foi visitá-la nos Estados Unidos, Mirek não conseguiu "engolir" o fato de sua filha adotiva estar tendo um caso com uma mulher. Fez as malas e voou de volta, com a mulher e Jana - sua outra filha -, para seu país natal.

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