| Foto Gazeta Press |
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| Em 1978, Navratilova ganha seu primeiro
título em Wimnbledon |
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| No ano seguinte, ela é bicampeã |
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| Mais uma saladeira em 86. |
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A rainha de Wimbledon
A tenista Martina havia nascido para vencer em Wimbledon.
Ela não só confirmou a profecia de seu pai, como foi além
e se tornou a rainha da grama.
Para sua estréia na Inglaterra em 1973, ela encomendou uma
roupa de tênis de Fred Perry, sob medida. Sem mesmo saber
o porquê, ela trocou seu tradicional short pelo vestidinho
e tinha de se lembrar que não podia se inclinar do lado
errado pois, sempre que tentava alcançar uma bola, a saia
enganchava no sutiã. Mesmo com o inconveniente causado pelo
vestido, ela venceu sua primeira partida contra Christine
Truman, por 6/1 e 6/4. Na segunda partida, Martina retoma
o short e derrota Laura DuPont por 8/6 e 6/4. Mas ela só
iria até a terceira rodada quando seria eliminada por Patti
Hogan.
Depois de 1973, Martina passaria mais quatro anos tentando
marcar seu nome na história de Wimbledon. Os torneios mais
dramáticos foram os de 1975 e 76. No primeiro ela estava
abalada pela dúvida de deixar ou não a Tchecoslováquia.
Toda a sua família havia voado para a Inglaterra disposta
a desertar, mas desistiram. Em 76, após a deserção, abalada
pela tensão causada pela solidão nos Estados Unidos, Navratilova
perde para Chris Evert nas semifinais.
Mas 1978 seria o seu ano. Seu pai havia lhe dito: "acho
bom você vencer este ano. Jana (sua irmã) está melhorando
muito e pode chegar na sua frente". E ela tinha certeza
que venceria.
Em ótima forma e mentalmente preparada, ela passaria por
Julie Anthony, Pam Whytcross, Barbara Jordan e Tracy Austin,
nas quatro primeiras rodadas, e por Marise Kruger nas quartas-de-final.
Nas semifinais, Martina perdeu o primeiro set para Evonne
Goolagong, mas conseguiu melhorar seu jogo e vencer os outros
dois por 6/4 e 6/4.
A grande final seria contra a número 1 do mundo: Chris Evert.
Martina havia derrotado a norte-americana uma semana antes,
em Eastbourne em três sets. Navratilova começou a partida
final bastante nervosa e perdeu o primeiro set por 2/6.
Mas uma bola de Chris em sua cabeça pareceu ter acordado
a tenista que venceu os dois sets seguintes por 6/4 e 7/5.
Segundo Martina, Chris foi uma ótima perdedora correndo
para abraçá-la e cumprimentá-la após o final da partida.
Quatro dias depois, a Federação Feminina de Tênis colocava
a tcheca como número 1 do mundo, pondo fim ao domínio de
Chris por quatro anos.
No ano seguinte, Martina conseguiu seu segundo título em
Wimbledon, novamente contra Chris Evert, assistida por sua
mãe que obteve permissão para visitá-la na Inglaterra.
Nos dois anos seguintes, sob forte pressão de seus pais
e de sua nova namorada Rita Mae, Martina se sente desestabilizada
emocionalmente e não consegue a saladeira de Wimbledon.
Mas isso não ofuscou seu reinado inglês. Nos seis anos seguintes,
ela dominaria o torneio e se tornaria a recordista em títulos
consecutivos em Wimbledon. Em 1982, ela derrotaria novamente
Chris Evert (6/1, 3/6 e 6/2); em 83, Andrea Jaeger (6/0
e 6/3); em 84, mais uma vez Chris Evert (7/6 e 6/2); em
85, novamente Chris Evert (4/6, 6/3 e 6/2); em 86, Hana
Mandlikova (7/6 e 6/3); e em 87, Steffi Graf (7/5 e 6/3).
Em 88 e 89, ela tentaria bater o recorde da norte-americana
Helen Wills Moody, conquistando seu nono título. Mas não
conseguiu. Quando todos achavam que ela não conseguiria
mais, eis que ela ressurge imbatível em 90 e, com 33 anos,
levanta pela nona vez a saladeira de prata, derrotando Zina
Garrison (que havia despachado do torneio nada menos que
Monica Seles e Steffi Graf). Depois daquele título, ela
confirmaria (embora já não fosse mais necessário) sua supremacia
no tênis feminino mundial.
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