| Foto Gazeta Press |
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| Em 81, Martina perde o título
do US Open para Tracy Austin |
O tabu do Aberto
dos EUA
A rainha de Wimbledon não conseguia vencer o Aberto dos
Estados Unidos. Em 1981, a imprensa dava como manchete:
"Martina não pode vencer o grande torneio na Big Apple."
E parecia que os jornalistas esportivos tinham razão. Os
nove anos em que até então Martina havia disputado o torneio
confirmavam a afirmativa.
Estreante no torneio em 1973, Navratilova sempre encontrava
barreiras para seu sucesso no US Open. Em 1974, Julie Heldman
derrotou-a na terceira rodada; em 75, com sua deserção,
ela estava muito preocupada para pensar no torneio e Cris
Evert a eliminou nas semifinais; em 76, com os nervos em
frangalhos devido à solidão e completamente fora de forma,
ela perdia para Janet Newberry na primeira rodada. Em 77,
78 e 79, Martina é eliminada nas semifinais por Wendy Turnbull,
Pam Shriver e Tracy Austin, respectivamente. Em 80, ela
novamente é derrotada ainda na quarta rodada por Hana Mandlikova,
sua conterrânea.
Mas em 81 ela tinha certeza que estava preparada, principalmente
após vencer a favoritíssima Chris Evert nas semifinais.
Mas nas finais ela encontrou a garota prodígio Tracy Austin
que a derrotou por 6/1, 4/6 e 6/7. Após a derrota, o público
recorde de 18.892 pessoas a aplaudiu de pé. Emocionada,
ela disse apenas: "Levei nove anos para ganhar a bola de
prata. Espero que não precise esperar outros nove para receber
a taça do campeonato."
Ela não teria de esperar tanto, mas a taça não viria no
ano seguinte. Uma toxoplasmose impediu que ela vencesse,
nas quartas-de-final, sua companheira de duplas Pam Shriver.
Mais uma vez o US Open ficaria engasgado em sua garganta.
Entretanto, 1983, com um novo treinador - Mike Estep - seria
o ano de Martina conquistar seu campeonato nacional. Nem
o vento parecia tão forte sobre Flushing Meadow e até os
aviões seguiram outra rota, deixando de passar sobre as
quadras.
O dia inesquecível na vida de Navratilova é 10 de setembro
de 1983. Passando como um foguete pelo torneio, ela enfrentaria
neste dia sua grande rival: Chris Evert. Jane Leavy, do
Post de Washington, havia dito que durante o torneio a única
coisa que interessava era o jogo final entre Chris e Martina.
E durante seus treinos, Navratilova diz para Jane: "Seu
desejo foi realizado. O meu também." Em mais uma partida
memorável entre os dois principais nomes do tênis feminino
deu finalmente Martina no Aberto dos Estados Unidos: 6/1
e 6/3. Depois da vitória, Navratilova não se esqueceu de
abraçar Chris que a aguardava na rede.
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