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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . MARTINA NAVRATILOVA
Foto Gazeta Press
Foto Gazeta Press
Em 92, ela faz a "Batalha dos Sexos" contra Jimmy Connors

O time Navratilova

Martina nunca escondeu que precisava do apoio dos amigos para ter bom desempenho nas partidas. Sua torcida particular ganhou da imprensa a designação de "Time Navratilova".

Homossexual assumida, a tenista não dispensava a presença de suas companheiras durante seus jogos. E, muitas vezes, seu sucesso ou fracasso esteve relacionado com sua vida particular.

A primeira mulher importante em sua vida foi a jogadora de golfe Sandra Haynie. Quando a conheceu, Martina estava em frangalhos após perder para Janet Newberry na primeira rodada do Aberto dos Estados Unidos, em 1976. O relacionamento durou três anos, durante os quais Sandra a ajudou a melhorar sua dieta e seus treinos. No final da vida em comum, Martina declararia: "Haynie foi o meu guru por três anos e me ajudou muito, mas eu era jovem e queria conhecer o resto do mundo".

Em 1979, Martina iniciaria seu mais conturbado romance que prejudicou sensivelmente sua carreira e a impediu de ganhar os torneios mais importantes do circuito em 1980. O nome da mulher era Rita Mae. A escritora lésbica não concordava com a aplicação de Navratilova nos treinos e a convencia a dispender mais tempo no desenvolvimento de seu intelecto. Conclusão: em 1980 e 81, Martina chega a ser citada como uma tenista em fim de carreira.

Preocupada, ela decide abandonar Rita. A decisão não é fácil. O rompimento se dá em meio a uma briga violenta. Logo após a separação, Martina inicia seu caso com a jogadora de basquete Nancy Lieberman. Sua nova companheira melhoraria e muito a condição física e emocional de Martina e o relacionamento se estende até o final de 1983.

Nessa época, Martina passava pela melhor fase de sua carreira e se sentia mais livre do que nunca. Foi com esse estado de espírito e auto-confiança que ela iniciaria seu caso mais duradouro, com Judy Nelson. Com a mexicana divorciada, mãe de dois filhos, ela viveria até 1991. O fim do caso traria grandes dores de cabeça para Navratilova. Judy entrou no tribunal exigindo metade da fortuna que a tenista teria acumulado durante o período de co-habitação (nada menos que US$ 100 milhões). Um acordo - que não teve os termos revelado - selou a harmonia entre as duas.

Mas não foi só pela sua escolha sexual que Martina revolucionou o mundo do tênis. Suas declarações e sua luta pela equiparação dos prêmios nos torneios femininos e masculinos também chacoalharam as quadras.

Para mostrar que as mulheres poderiam jogar de igual para igual com os homens, ela aceitou fazer, em outubro de 92, a segunda "Batalha dos Sexos", contra Jimmy Connors, em Las Vegas. A primeira havia acontecido 19 anos antes entre Billie Jean King e Bobby Riggs. Ao contrário de Billie Jean, que venceu Riggs por 6/4, 6/3 e 6/3, Martina não conseguiu superar a força de Connors e perdeu por 7/5 e 6/2. Mas ela levou os mesmos US$ 500 mil pela participação ganhos por Connors.

No ínicio do mesmo ano, Martina havia surpreendido o mundo. Ela disse que os norte-americanos tinham duplicidade moral por chorarem quando Magic Johnson declarou ser portador do HIV. "As reações seriam muito diferentes se fosse eu e não Magic a anunciar que contraiu o vírus da doença. Diriam que sou lésbica e que já era hora de isso acontecer", declarou.

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