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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  MARAT SAFIN
Foto Reuters
Foto Gazeta Press
Técnicos domadores

Um dos grandes responsáveis por levar Marat Safin novamente à conquista de um título de Grand Slam é o técnico sueco Peter Lundgren. Ele acompanhou Roger Federer na escalada ao topo do tênis mundial mas, quando chegou lá, o suíço resolveu caminhar sozinho e pôs fim à parceria. O russo 'herdou' o treinador, que está trabalhando mais com a parte mental do russo do que com sua técnica de jogo. A dupla Safin/Lundgren teve início em maio de 2004, e precisa de um tempo maior para se confirmar.

Desde que se separou do espanhol Rafael Mensua, responsável pela sua formação, feita ao longo de sete anos, Safin manteve um rodízio constante de treinadores. O substituto de Mensua foi o russo Andrei Chesnokov, que tentou disciplinar os treinos de Safin. "Durante o treino ele acenava para todo mundo que passava, como podia ficar concentrado assim", questionava. Mas Chesnokov não avançou muito em sua missão, pois logo cedeu lugar ao inglês Tony Pickard, outro que teve passagem rápida pela carreira do tenista. Também tentaram discipliná-lo o russo Denis Golovanov e o sueco Mats Wilander.

Mas mudar a personalidade de alguém é tarefa ingrata, e ciente disso, Lundgren também faz sua tentativa. Ao menos ele é experiente na relação com jogadores rebeldes, pois já orientou o chileno Marcelo Ríos. "Sem dúvida alguma, Peter Lundgren tem conseguido tirar o melhor de Safin, o que não é algo fácil, sob todos os aspectos", disse o presidente da Federação Russa de Tênis e capitão da Copa Davis, Shamil Tarpishchev.

Safin pareceu mais controlado durante e disputa do Aberto da Austrália de 2005, especialmente nos momentos decisivos, quando conseguiu fechar a seu favor. Também já não viaja acompanhado da mãe, para não sofrer com pressão externa. "É mais difícil jogar quando sua família está por perto. Você se distrai, começa a olhar para eles nas arquibancadas, fica preocupado. A pressão aumenta. É duas vezes pior perder na frente de seus parentes. É por isso que não consigo jogar o torneio de Moscou, porque quando estou sacando, sempre alguém grita: "Rússia!" E é como se todo o país estivesse atrás de você. Por isso prefiro que meus pais assistam aos jogos pela TV", explica o russo.

Ele deu o mesmo conselho para a irmã Dinara, para quem também comprou o contrato do patrocinador, garantindo liberdade para a tenista em início de carreira fazer suas escolhas. Safin vê uma diferença de formação entre os dois irmãos, mas uma semelhança entre os dois tenistas. "Ela cresceu no ambiente familiar, enquanto eu me virei desde os 14 anos. Mas ela tem o mesmo problema que eu: se não tiver prazer no jogo, não consegue resultados."

Publicação: 05/08/2005
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