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Koch: curtição
e pioneirismo com a raquete nas mãos
| Foto Gazeta Press |
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Por Denis Eduardo Serio
Cabelos abaixo dos ombros, mantidos desde a juventude na
década de 60 até o início deste século,
já grisalhos. Um cara estilo "hippie" infiltrado
no meio da aristocracia do tênis. Essa é a
imagem de Thomaz Koch, nada menos que o primeiro tenista
brasileiro a figurar entre os melhores do mundo no esporte.
Muito antes de Gustavo Kuerten sequer ter nascido, Kock
já desfilava sua potente esquerda pelo circuito da
ATP e enchia de orgulho os brasileiros, que até então
nunca tinha visto um homem chegar tão longe com a
raquete nas mãos.
Antes dele, no Brasil, apenas Maria Esther Bueno havia
alcançado resultados expressivos praticando esse
esporte. A carreira de Koch se confunde, portanto, com a
própria trajetória do tênis nacional.
É impossível fazer qualquer sinopse da modalidade
por aqui sem mencionar seu nome.
Thomaz levava consigo uma convicção: mais
do que sua profissão, o tênis era sua elevação
de espírito. Entre um slice e uma passada, descontração,
entre um treino e outro, curtição. "Eu
ficava no circuito tentando curtir ao máximo e acabava
tendo uma amizade muito grande com outros jogadores, com
quem me divertia bastante". Um "porra louca",
como ele mesmo se define.
Canhoto, nasceu em 11 de maio de 1945, em Porto Alegre,
no Rio Grande do Sul. Vindo de uma família de esportistas,
Koch se interessou por tênis cedo. Quando tinha apenas
cinco anos de idade começou a dar suas primeiras
raquetadas, que depois se transformariam em títulos,
participações brilhantes em Grand Slams e
fenomenais marcas na Copa Davis.
Thomaz começou a jogar no embalo dos amigos e do
irmão. Em frente à sua casa na capital gaúcha,
existia um clube de tênis, a Associação
Leopoldina Juvenil. A pratica diária de assistir
aos mais velhos trocando golpes cativou o menino, que começou
a se apaixonar pela bolinha em 1950.
"Eu nem sabia como jogar, meus amigos praticavam e
eu fui aprendendo também", diz. Com uma raquete
de pau, Koch se divertia entre saques e forehands num paredão.
A maior referência no esporte para ele foi o irmão,
oito anos mas velho, que disputava torneios juvenis.
Um fato incrível foi sua ascensão técnica
quando criança. Quase todos os atuais campeões
do tênis tiveram atenção especial de
um treinador desde muito novos. Com Koch foi diferente.
Ele aprendeu a jogar sem usufruir desse luxo, tornando-se
quase um autodidata.
Onde jogava, havia muitos amadores querendo evoluir no
tênis e poucos professores para ensinar. Por isso,
o garoto nunca teve acompanhamento próximo de um
especialista, o que engrandece ainda mais seus feitos no
circuito. "Aula eu praticamente não tive. Fiquei
muito pouco tempo com professor".
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