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Um dos melhores que a Davis
já viu
| Foto Gazeta Press |
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Não, não é exagero. Koch foi realmente
um dos mais expressivos tenistas em toda a história
da Copa Davis. O brasileiro tinha como grande objetivo vencer
o torneio disputado entre países e fez disso uma meta
de vida. Não conseguiu, mas chegou perto.
A genialidade de Thomaz ainda nos tempo de adolescente levou-o
a disputar a primeira Copa Davis quando tinha apenas 17 anos,
em 1962. Nessa competição, ele defendeu as cores
do Brasil 16 vezes e é o quinto tenista da história
em números de confrontos disputados: 44. Para se ter
uma idéia do retrospecto do brasileiro na competição,
Guga até agora só foi convocado para 16 confrontos,
quase três vezes menos que o porto- alegrense.
Entre 1962 e 1981, Koch conseguiu grandes vitórias
e ótimos resultados. E as marcas dele no torneio entre
nações parecem insuperáveis para qualquer
brasileiro. Em número de vitórias, o gaúcho
é o sétimo maior da história, com 74
sucessos. Depois de Édson Mandarino, que tem 68, o
melhor brasileiro é Carlos Alberto Kyrmair, com 34
vitórias, menos da metade das que Thomaz possui.
Em qualquer biografia de Koch, é impossível
não reservar palavras para demonstrar as façanhas
alcançadas pela dupla formada com Édson Mandarino.
Juntos durante muitos anos no torneio, os dois levaram o Brasil
a duas semifinais, em 1966 e 1971.
Thomaz não poupa elogios ao ex-parceiro e se empolga
ao falar do tempo com Mandarino. "Acho que a gente se
completava muito bem. Ele era um cara supermetódico
e eu era meio porra louca. Geralmente, ele preparava as jogadas
e eu definia os pontos, cada um sabia da manha do outro",
afirma.
As lembranças não param por aí: "Éramos
mais que uma equipe, éramos como irmãos. Eu
era o mais novo da equipe do circuito, enquanto ele já
era mais experiente. Além de muito entrosamento, havia
o respeito mútuo. E isso não era apenas dentro
das quadras, mas também fora. Ficávamos mais
tempo juntos do que ele passava com a esposa". A dupla,
especificamente, é a terceira com mais vitórias
em todos os 104 anos da Davis, com 23 sucessos.
Apesar de tantas glórias, uma grande decepção
marcou a carreira de Koch no torneio. Em 1966, ele e Mandarino
realizaram uma campanha brilhante. Juntos, bateram Dinamarca
por 5 a 0, Espanha por 3 a 2, Polônia e França
por 4 a 1 e Estados Unidos por 3 a 2, chegando assim às
semifinais contra os indianos.
Thomaz Koch venceu a primeira partida contra Jaidip Mukerjea
por 3 sets a 0. Porém, Mandarino foi derrotado por
Ramesh Krishnan por 3 a 1, empatando o confronto. Nas duplas,
os brasileiros foram surpreendidos pelos asiáticos
em cinco sets. No confronto seguinte, Mandarino deu o troco,
venceu Mukerjea por 3 a 2 e deixou a decisão nas mãos
de Koch, que enfrentaria a Krishnan.
Ao final do terceiro set da partida decisiva, o brasileiro
liderava por 2 a 1. Na quarta parcial, Koch conseguiu quebrar
o saque do indiano e tinha 5 a 4 e serviço para fechar
o jogo. Começou bem o game, fazendo 30 a 15, porém,
permitiu a virada de Krishnan, que venceu o set por 7 a 5
e partida por 3 a 2, depois de fazer 6 a 2 no set derradeiro.
"Foi a derrota mais marcante da minha carreira, pois
estava a dois pontos de chegar à final", atesta.
Mesmo assim, esse resultado não diminui as marcas e
as conquistas do tenista na Copa Davis.
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