Morais pode ficar despreocupado. O técnico Mano Menezes não está utilizando o meio-campista mais frequentemente por deficiência técnica, porém o diretor de futebol Mário Gobbi assegurou nesta terça-feira a compra de seus direitos econômicos. "Não importa como", segundo ele próprio.
"Não temos dinheiro, mas é irrelevante se é um jogador caro ou não. Vamos comprar o Morais", repetiu Gobbi por diversas vezes, que chegou a achar graça da dúvida sobre a permanência do atleta. O dirigente apontou para o seu olho direito e perguntou, aos risos: "Por um acaso tem um besouro fumando uma muca aqui?". Deixou o local em seguida, balançando a cabeça negativamente e gargalhando.
Morais é um jogador caro. Vinculado ao Vasco, o meia mantém contrato com o Corinthians até o dia 30 de junho e seus direitos estão estipulados em US$ 3 milhões (R$ 6,7 milhões). Por menos da metade, o argentino Herrera não continuou no Corinthians. "Estão brincando comigo se acham que vamos liberar o Morais", prosseguia berrando e sorrindo Mário Gobbi, já sentado para assistir ao treinamento do time de Mano Menezes.
O diretor de futebol também valorizou outros jogadores que estão em baixa no elenco. "Já ouvimos interesse de um clube pelo Souza, mas ele não vai sair. Faz parte do time e será muito importante para nós no decorrer da temporada", enalteceu Gobbi, que ainda negou uma proposta do futebol alemão pelo meia Lulinha. Se a oferta surgir, no entanto, o Corinthians está propenso a aceitá-la. "Precisamos ver o que é. Até agora, não chegou nada", desconversou o dirigente.
Morais, Souza e Lulinha serão novamente reservas do Corinthians nesta quarta-feira, contra a Ponte Preta, no Pacaembu. O empresário do primeiro é o mesmo do atacante Ronaldo, Fabiano Farah.
