Homem forte do departamento de arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF), o coronel Marcos Marinho viu com naturalidade os protestos sofridos durante a partida entre Palmeiras e Bragantino. Parte da torcida do Verdão, localizada nas sociais do Palestra Itália, ficou irritada com a atuação do árbitro Robério Pereira Pires. Por isso, alguns partiram para as ofensas contra o chefe dos apitadores paulistas, que estava em um camarote do estádio.
Em contato telefônico com a reportagem da GE.Net na noite desta terça-feira, o coronel Marinho revela que precisou de paciência para evitar problemas maiores com a torcida. Porém, conseguiu deixar o Palestra Itália sem qualquer inconveniente extra.
"Foi tranquilo, tive apenas que esperar alguns minutos para ir embora, mas não houve agressão. É uma situação normal. Quando acham que o árbitro não vai bem, sobra para alguém", disse o comandante dos árbitros da FPF.
Apesar da pressão sofrida no Parque Antártica, o coronel Marinho promete manter as observações aos árbitros nas acomodações dos próprios estádios. "Esse é o meu papel. Vou a jogos da Série A-1, da Série A-2 normalmente", alertou.
Defesa: Depois da partida, o técnico Wanderley Luxemburgo criticou a arrogância demonstrada pelos árbitros em algumas partidas do Paulistão. Nesta terça-feira, Robério Pereira Pires pecou pelo excessivo número de cartões mostrados aos atletas. A expulsão de Diego Souza, que está fora do clássico contra o São Paulo, foi motivo de intensas críticas no Verdão.
Para o coronel Marinho, os treinadores devem compreender a personalidade de cada apitador. "O Robério, por exemplo, é um cara fechado. O árbitro não precisa dar risada. Tem gente que interpreta isso de forma diferente", justificou.
Em contrapartida, o departamento de árbitros da FPF assegura que está de olho na postura dos árbitros. "Erros de interpretação acontecem, só não pode haver desrespeito ou excesso de autoridade", encerrou o coronel Marinho.
