A Federação Paulista de Tênis (FPT) anunciou nesta quinta-feira mais uma tentativa de melhorar a situação da modalidade no Brasil. Em parceria com a empresa argentina International Development Ttennis Center (IDTC), a entidade dirigente estadual quer ajudar não apenas no alto rendimento de atletas no País, mas também difundir o esporte de raquetes e bolinha entre a população.
O acordo de sociedade no projeto entre FPT e IDTC foi assinado na sede da entidade paulista, pelo presidente Paulo Roberto Campos e pelo diretor geral da empresa argentina, Fernando Segal - que, em sua carreira, foi responsável pelo desenvolvimento das carreiras dos renomados tenistas David Nalbandian e Guillermo Coria.
Após o fenômeno Gustavo Kuerten, o tênis brasileiro não obteve grande destaque internacional. Apenas o paulista Ricardo Mello conquistou um título de nível ATP após Guga, com a taça do Torneio de Delray Beach em 2004. Atualmente, o melhor tenista do País é Thomaz Bellucci, número 65 do mundo.
"As nações-potências no tênis são aquelas que, por 30 anos, lançam tenistas no circuito mundial ininterruptamente. Não esperam o durgimento daqueles atletas que têm sorte, talento e um dom divino", explicou o argentino Segal. "Esses países têm estratégias, trabalham tanto na quantidade de tenistas como na qualidade deles", completou.
Com isso em mente, a FPT tem como primeira meta facilitar a comunicação da entidade com jogadores, pais, dirigentes e técnicos para difundir informações sobre campeonatos e lugares onde praticar. Em seguida, pensa-se em gerar mais programas para esses praticantes, sem distinção de nível ou idade.
Inovações como 'tênis na escola', 'tênis municipal' e clínicas gratuitas e promocionais tentarão fazer com que mais pessoas tenham o estímulo de praticar a modalidade em clubes e academias. Com a massificação, aumenta a possibilidade de surgir um novo talento.
Mas, além de tentar abranger mais pessoas com a prática do esporte, a intenção da FPT é auxiliar a formação de treinadores com metodologias mais modernas. Novos cursos serão ministrados pela Federação, inicialmente com os temas Psicologia, Preparação Física, Biomecânica, Gestão Esportiva e Alto Rendimento.
"O tênis brasileiro estava necessitando de um projeto assim", destacou Paulo Campos, que acredita ser possível trabalhar em conjunto com a Confederação Brasileira de Tênis (CBT). "Queremos fortalecer contatos com clubes e professores para só depois pensar em alto rendimento. É um caminho complicado, mas vamos chegar lá. Por ora, queremos mais gente jogando tênis", emendou o presidente da FPT.
"Todas as potências esportivas têm programas de desenvolvimento. No Brasil há o talento dos jogadores, mas é preciso desenvolvê-lo. Principalmente entre os juvenis, pois para ser bom internacionalmente nessas categorias de base é preciso um treinador muito bom", complementou Segal.
