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Futebol/Campeonato Paulista - (09/04/2009 16h24)

Procurador do TJD aguarda provas, mas descarta parar campeonato

Paulo Amaral
São Paulo (SP)

Antonio Carlos Mecchia, procurador do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paulista de Futebol, está ciente de todo o imbróglio envolvendo Santos, Portuguesa, Ponte Preta e uma possível tentativa de suborno do zagueiro Jean, do time campineiro, para facilitar a vitória do Peixe no confronto disputado no Moises Lucarelli, no último domingo.

Mesmo assim, o procurador avisou que é inviável qualquer atitude no sentido de impedir a primeira partida semifinal do Campeonato Paulista, envolvendo Santos e Palmeiras, marcada para a noite deste sábado, na Vila Belmiro. "Não vejo motivo para parar o campeonato se não há qualquer prova ainda", argumentou, em contato com a GE.Net.

Segundo Mecchia, sua primeira atitude ao receber a denúncia da Portuguesa nas mãos será decidir se irá ou não oferecê-la ao Tribunal. "Primeiro é necessário verificar se as pessoas (testemunhas da Portuguesa) são idôneas, verificar a credibilidade delas. Afinal, trata-se de algo muito grave contra um clube mundialmente conhecido, que é o Santos".

O procurador aproveitou para informar que o zagueiro Jean, acusado de ter aceitado suborno, e as pessoas ligadas ao Santos que tiverem sua participação comprovada na ação, serão punidos de acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

"Se houver comprovação de envolvimento de diretores do Santos, eles serão responsabilizados e podem pegar punições pesadas. O autor da oferta será eliminado do futebol e o jogador também sofrerá sanções", assegurou.

Mecchia não quis afirmar com 100% de certeza, pois ainda não analisou o teor da denúncia protocolada pelo clube do Canindé, mas comentou que o zagueiro Jean, caso tenha sua culpa comprovada, poderá ser punido com dois a quatro anos de suspensão ou até ser eliminado do esporte.

"Caso ele tenha atuado deliberadamente para prejudicar a equipe que defende, a pena, segundo o artigo 243, é de 180 a 360 dias de suspensão. Quando ocorre em função de eventual pagamento recebido, aumenta para dois a quatro anos ou, em alguns casos, eliminação".

O prazo para que o caso tenha uma definição não foi precisado pelo procurador. "Como amanhã (sexta) é feriado, só devo receber os papéis da Federação na segunda-feira. Com eles em mãos, vou definir se será aberto um inquérito e, a partir de terça, passar a ouvir todos os envolvidos", concluiu.