Desde que acertou contrato de um ano com o Corinthians, em 9 de dezembro de 2008, o atacante Ronaldo tem lutado para se readaptar ao futebol brasileiro e também ao clube paulista. Sabatinado pela Folha de S. Paulo nesta sexta-feira, o Fenômeno mostrou ainda se impressionar com a forma como as situações se desenvolvem no Parque São Jorge. A última ocasião que chamou a atenção do jogador aconteceu no encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na ocasião, às vésperas da partida contra o Fluminense pela Copa do Brasil, Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, prometeu vitória por 3 a 0 no Pacaembu. Lula gostou e se mostrou esperançoso. Mas o dirigente alvinegro voltou atrás: "Se perder também é bom, porque aí vamos invadir o Rio de Janeiro, levar 40 mil pessoas lá", disse o dirigente, de acordo com Ronaldo.
"Mas como assim perder pode ser bom?", indagou o Fenômeno, aos risos. O camisa 9 também afirmou ter ficado impressionado com o fanatismo apresentado por alguns personagens abordados pelo filme Fiel, recém-lançado, que conta a trajetória da torcida junto ao clube durante o rebaixamento no Brasileirão e disputa da Série B.
Outro caso curioso aconteceu na conquista do título do Campeonato Paulista. "Quando acabou o jogo e vi aquela confusão, desci para o vestiário para comemorar sozinho e já abri um champagne. Quer dizer, champagne não, porque a gente joga no Corinthians", disse Ronaldo, que gostou da improvisação pela espontaneidade, apesar do gosto ruim da bebida genérica. "Não era muito bom, mas misturei com o título e ficou gostoso pra caramba."
Por fim, o Fenômeno revelou ser levemente 'perseguido' por alguns jogadores do elenco. O motivo é simples: corrigir o modo como os colegas falam. "No vestiário do Corinthians, os caras pegam no meu pé porque eu fico corrigindo todo mundo, no modo de falar. Eles dizem: 'Nóis fala errado mesmo, nóis é do morro'", brincou Ronaldo.
