A idéia, na essência, é válida. Quer dizer, a TV criadora de um estilo bem norte-americano de informar tenta popularizar-se e muda a linguagem nas transmissões de eventos e programas esportivos. Atitude gera muita polêmica. Afinal, a Globo mudou a cara do programa "acariocado" da uma da tarde e colocou um apresentador jovem e bastante natural no lugar, o Thiago Leifert.
Como uma coisa gera outra depois de uma mudança profunda, o programa inteiro tende a ficar mais solto. E toda a equipe global passou a ser aproveitada, ou seja, profissionais da TV fechada passaram a circular na aberta. Foi o caso do ex-jogador Júnior, um dos comentaristas da partida entre Vasco e Corinthians, pela Copa BR, na última quarta-feira.
Sem falar que as transmissões da "fechada" também estão sendo levadas para a "aberta". Na "fechada", locutores e comentarista não seguem muito os padrões globais e fazem uma apresentação mais descontraída. Na "aberta", a rigidez é bem maior e a repercussão também.
Daí a polêmica. Estão colocando a linguagem espontânea da "fechada" na "aberta" e está feito o "salseiro". De minha parte, vejo com bons olhos. Faço assim na TV Gazeta há 20 anos e não posso me queixar de nada. Esse é o jeito de dar ao povo uma TV de qualidade, mas com a linguagem dele, do brasileiro comum, como já acontece com programas de Variedades, onde é proibido sofisticar e vale tudo, até o sensacionalismo grotesco.
Será que os grilhões globais estão finalmente sendo quebrados?
E tenho dito!
