Foi o próprio presidente do Corinthians que revelou o motivo de sua equipe nunca ter jogado com a camisa roxa, embora tenha sido (confirma nossa Gazeta Esportiva.Net) de inteiro agrado dos torcedores. Disse que o clube não ganhava nada com as vendas.
Agora, feita a promessa de que, em breve, voltará a existir esse terceiro uniforme, com certeza os torcedores irão curtir muito. E o Timão, óbvio, mais receita.
Até hoje, embora o produto esteja fora de linha, vêem-se às dezenas rapazes e garotas vestindo o roxo. Enfim, a camisa "pegou". Nada mais lógico que ser restaurada.
Parece que só no Brasil se guarda com profundo respeito a originalidade do uniforme, coisa de respeito ao passado, o que é bem compreensível. Entretanto, os tempos são outros. E as mais famosas agremiações do mundo já colecionam certa variedade de camisas.
Se não me engano (aqui, em São Paulo pelo menos), apenas o Palmeiras já pratica há anos o hábito de, periodicamente, entrar em campo com vestimentas diferentes. Até o tom do verde, recentemente, foi mudado.
O que existe por trás disso é que o giro de vendas resulta em dinheiro muito bem-vindo aos clubes. Claro que uma camisa única, a certa altura, sofre grande queda de vendas, chegando quase ao zero.
Certo ou errado, esta é uma das indiscutíveis verdades do futebol moderno. E não há como criticar. Afinal, mudar a cor da camiseta mantendo o escudo não compromete em nada a paixão do povão. Cada um torce por seu time de coração, vista ele o uniforme que vestir.
