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Bastidores - (05/06/2009 10h00)

Ex-presidente do COB e vice do COI completaria cem anos nesta sexta


São Paulo (SP)

A primeira sexta-feira de junho marca o centenário do nascimento de um dos dirigentes mais importantes que o Brasil já teve. Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) entre 1963 e 1991, Sylvio de Magalhães Padilha escreveu seu nome na história do esporte verde-amarelo.

Nascido na cidade de Niterói, Padilha também ocupou o cargo de primeiro vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) por três anos e foi membro graduado de outras entidades, como o a Organização Desportiva Pan-americana (Odepa), a Organização Desportiva Sul-americana, o Conselho Nacional de Desportos e o Conselho Regional de Desportos.

No COI, o brasileiro presidiu importantes comissões, como de "Enquete sobre a Rodésia", que culminou por expulsar a África do Sul do movimento olímpico, em virtude do flagrante racismo verificado naquele país. Teve papel preponderante ainda na admissão da China no movimento olímpico e presidiu, também, as comissões de elegibilidade do COI, da Grécia como sede permanente e do movimento olímpico.

Padilha ainda foi o chefe das missões brasileiras nos Jogos Olímpicos de 1948, 1952, 1956 e 1960, além de ter presidido o Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos de 1963, realizados em São Paulo. Na capital paulista, teve papel importante na construção de parque Esportivo da Água Branca, do Conjunto Desportivo "Baby Barioni", e do Parque Esportivo do Ibirapuera, hoje denominado Conjunto Desportivo "Constâncio Vaz Guimarães".

Como atleta, o maior feito de Sylvio foi ter sido o primeiro sul-americano a chegar a uma final olímpica em provas de atletismo, conquistando a quinta posição nos 400m com barreiras em Berlim-1936 - trata-se da melhor colocação do atletismo brasileiro em provas de pista até o ano de 1980, quando Agberto Conceição Guimarães obteve a quarta colocação na prova dos 800 metros rasos em Moscou.

Em 1940, ele chegaria aos Jogos de Tóquio credenciado como o terceiro colocado no ranking mundial, mas perdeu a chance de lutar por medalhas porque o evento foi cancelado em decorrência da Segunda Guerra Mundial.

Major do exército brasileiro, Padilha também disputou outras modalidades, como o vôlei, o futebol, a esgrima e o basquete - neste último, chegou a integrar a seleção brasileira. Morreu em 28 de agosto de 2002, aos 95 anos.