Contra o Uruguai, foi o goleiro que desestabilizou o time deles. O "frango" que o rapaz tomou logo de cara congelou o Estádio Centenário. Depois, a seleção brasileira faturou sua enorme superioridade a partir do momento em que Juan ganhou na bola de cabeça, saltando mais que Viera, para fazer o segundo gol canarinho. Começava o desmanche.
O resultado tão fácil, claro, não era bem o esperado. A quebra do antiquíssimo tabu fez cair feio, afinal, a casa da seleção "celeste".
Já contra o Paraguai, o caminho foi bem outro. Porque eles começaram o placar, e isso não sem causar certo susto no enorme público lá em Recife. Mas veio Robinho, e o empate esfriou a cabeça de Dunga. Depois, com Nilmar (quase que era de Robinho), tudo se definiu em um magro 2 a 1. Aliás, confirmação do que era esperado, contra um time paraguaio que se vem mostrando bem afinado.
Mas o certo é que a equipe brasileira já demonstra ter uma cara. Mesmo ocorrendo desfalques - caso de Luís Fabiano -, buscou legal os gols e os conseguiu. Neste momento, enquanto as coisas ficam complicadas para os argentinos de Diego Maradona, um processo de reversão em relação ao técnico da CBF vai crescendo claramente.
Os dias difíceis das primeiras partidas já se foram. Antes jamais treinador de qualquer equipe, Dunga é olhado agora como técnico de respeito. E esse respeito se nota até nas entrevistas.
Pode ser que a CBF tenha feito uma aposta de risco quando o convidou para dirigir a seleção. Entretanto, convenhamos, foi feliz na escolha. Agora, quando tudo nas Eliminatórias faz o torcedor brasileiro sorrir, resta para o treinador o derradeiro teste - a Copa das Confederações.
Se ele passar bem pelo torneio, se chegar a dar o título ao Brasil, aí decididamente Dunga passará a viver em um clima de total serenidade e (diria Zagalo) os que eram contra vão ter que o engolir até à Copa do Mundo.
