Para se ter idéia mais precisa do primeiro resultado da seleção na Copa das Confederações, contra o Egito, vamos recorrer a números. No atual ranking (mês de maio) da FIFA, temos o quinto lugar, com 1288. Já o nosso primeiro adversário é o 40º e não passa dos 719.
Mesmo com tal disparidade, o resultado foi dificílimo, chegando no fim da partida (que perigava terminar com igualdade de 3 a 3) uma vitória com um pênalti de salvação que Kaká soube bater bem.
Mesmo com o futebol apagado, faltou ao técnico modéstia suficiente para reconhecer que o placar chocou. Preferiu sair pela tangente, quando afirmou que os jogadores estão cansados.
Ninguém, entretanto, duvida de que, futebol por futebol, os três primeiros pontos tinham que ser obtidos até com certa facilidade. Agora, cabe jogar contra a seleção dos Estados Unidos. E o futebol deles (pelo menos no que qualifica a FIFA) merece bem mais respeito. Sua posição atual é 14ª. O que significa só nove degraus abaixo da nossa equipe. Pontuação? 947, o que a coloca só 331 abaixo da equipe de Dunga.
Quanto ao Egito, com quem quase empatamos, está 569 pontos menos que nós e 228 abaixo dos norte-americanos.
Partindo do pressuposto de que os degraus em que se colocam todas as seleções do mundo expressem a qualidade do futebol de cada uma delas, nossa segunda batalha será bem mais complicada.
Diante de tudo isso, fazer o quê? Tomara que a estreia tenha sido coisa de um dia absolutamente atípico e que, finalmente, o time amarelinho ache seu jogo (ou o jogo que todos julgamos que pode apresentar) quando enfrentar os meninos de Tio Sam.
