Mais um filme sobre o Corinthians foi lançado na praça. Depois do "Fiel", agora foi a vez de uma homenagem ao título de 1977. Memória no esporte é importante, porém, nada está sendo feito de graça e todo cuidado é pouco. A Fox, pelo que me consta, não foi construída queimando dólares ou prestando serviços à comunidade. Existe sim uma preocupação em se explorar um mercado novo, diferente, que está aí, meio que abandonado há tempos.
E o tal mercado tem um sinônimo: a paixão da Fiel. Ser corintiano sempre foi uma religião e o clube, até agora, não ganhou absolutamente nada com isso. Daqui para frente, com iniciativas no marketing, a coisa muda de figura. Mas tudo precisa ter critério e não pode cair no exagero, na "roda viva" do capitalismo que, arrasta a vida para lá, como já cantou Chico Buarque de Holanda.
Ganhar dinheiro com a paixão corre o mesmo risco de quem fatura em cima da religião. Ou seja, o "apaixonado" ou o "religioso" externam o amor de coração aberto, sem pensar na maioria das vezes. No entanto, quem usa o sentimento alheio nem sempre age de boa fé. É preciso ter muito cuidado com isso. Ganhar dinheiro é bom, ótimo. Mas respeito é melhor ainda e não tem preço.
E tenho dito!
