Dois gols de vantagem acompanharão o Corinthians a Porto Alegre. No duelo entre os dois técnicos gaúchos - Mano e Tite - quem perde o sono é o do Internacional. Para Mano Menezes, tudo gira em torno de não tomar dois gols no estádio da Beira Rio.
Lógico que eles e seus jogadores adotam o discurso do - ainda não ganhamos nada. Até o presidente Sanchez (encontrei-me com ele na altura da boca dos vestiários) usa a mesma cautela.
Evidente que, lá, a pressão vai mudar de lado. Aos corinthianos restará aquilo de sempre - defesa rigorosamente fechada, meio-campo brigando muito pela posse da bola e, por fim, lentidão extrema em cada reposição de bola que lhes couber.
Cabeça fria é bem o remédio que o time paulista precisa ter. Simples: no caso de um gol colorado, a explosão da galera provocará uma desarrumação generalizada. Pelo menos de imediato, os corinthianos se sentirão como que perdidos no gramado. Por via de conseqüência, em risco de tomar logo o segundo.
Assisti, no 'corredor' criado pela PM para afastar as torcidas, manifestações otimistas dos dois lados. Aos gritos, tanto a Fiel quanto os gaúchos presentes ao Pacaembu proclamavam sua vitória no sul. Para eles, o time titular que fará o segundo jogo pode mudar tudo.
A última página da Copa do Brasil será de arrepiar. Corinthianos confiantes pela vantagem já estabelecida e donos da casa acreditando muito em melhor desempenho com seu time completado por Bolívar, Kleber, D'alessandro e Nilmar, acreditam em jogar outra coisa que não aquela apresentada em São Paulo.
O fato de o Inter ter sua melhor escalação é um grande peso na disputa.
