Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente do Palmeiras, explicou neste sábado que a manutenção do atacante Keirrison no Parque Antártica era inviável, porque o camisa 9 do time estava focado em jogar na Europa e, por isso, tinha seu rendimento em campo afetado.
"Não estou fazendo uma crítica ao Keirrison, mas ele visivelmente não queria mais. Virou um processo cumulativo, uma bola de neve. Ele não jogava bem, a torcida vaiava, ele jogava menos ainda,...", analisou o presidente para a Rádio Jovem Pan.
Segundo Belluzzo, a situação do atacante não estava ajudando o time em campo e por isso a diretoria deveria tomar as medidas cabíveis. "O Palmeiras tem que partir para outra, partir para novas contratações. Ele é um menino que estava sonhando com o futuro dele, mas eu não posso aceitar isso no Palmeiras", lamentou o mandatário do Verdão.
A situação com Keirrison culminou na demissão do técnico Wanderley Luxemburgo, que reclamou publicamente de não ser informado da negociação do principal artilheiro de sua equipe e irritou a diretoria alviverde. Belluzzo, porém, considerou que a situação foi normal e que o Palmeiras foi informado como deveria.
"Na verdade, a parceira tinha que avisar o Palmeiras. Ele falou e eu concordei, porque o jogador visivelmente não queria jogar aqui. O elenco precisa de algum aperfeiçoamento em algumas posições e os projetos já estão encaminhados", projetou Belluzzo.
