Marlos já esperava que seria mal recebido no reencontro com a torcida do Coritiba. E as expectativas se confirmaram. A cada vez que o jogador tocava na bola, era vaiado pelos quase 25 mil torcedores que assistiram à vitória por 2 a 0 do Coxa sobre o São Paulo neste domingo.
Revelado pelo time paranaense, o qual defendeu por 12 anos até chegar ao Tricolor, em maio, o meia ainda ouviu gritos de mercenário e sofreu forte marcação. Sempre quando era desarmado, a torcida comemorava como se fosse gol. A atmosfera de guerra surtiu efeito, e Marlos pouco produziu.
"As vaias da torcida atrapalharam um pouco, fica mais difícil. A torcida do Coritiba é ingrata e já pegava no meu pé desde quando eu jogava aqui", acusou o jogador após a partida. "Mas preciso me acostumar com isso. Tenho que levantar a cabeça".
Apesar das queixas ao clima hostil, Marlos, que deu lugar a Renato Silva aos 13 minutos do segundo tempo, pouco depois da expulsão de André Dias, evitou desculpas e admitiu que ficou devendo. "Sei que não fiz uma boa partida. Quando eu pegava na bola, vinham três ou quatro na minha cola. Mas não vou desanimar", prometeu.
