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Futebol/Campeonato Brasileiro - (09/07/2009 19h58)

Silas defende Ferdinando e faz mistério contra o Bota


Felipe Collins, especial para a GE.Net - São Paulo (SP)

Sem alguns jogadores, Silas tem diversas opções para preencher duas lacunas de seu time titular para a partida diante do Botafogo neste sábado. No entanto, para não facilitar as coisas para o Glorioso, o treinador avaiano cogitou muitas substituições, mas não confirmou nenhuma alteração.

"Vou começar a dar oportunidade para outros jogadores, porém, não posso falar muito até para não dar armas para o adversário. Tem que esperar para ver o que o Ney (Franco, técnico do Botafogo) vai fazer", disse Silas, que ainda não definiu os titulares no meio-campo e no ataque avaiano.

Para o setor central, quem sai é o volante Marcus Winícius, que, suspenso, pode dar lugar a Bruno ou Xaves. Outra opção é promover a entrada de Medina na direita, levando Ferdinando para sua posição original. No entanto, essa alternativa foi praticamente descartada por Silas.

"O Ferdinando está bem. Ele pode até voltar a atuar como volante, mas eu não gosto muito de mexer tanto na equipe", explicou o técnico, rejeitando fazer tantas mudanças no esquema tático avaiano.

Apesar de estar com moral com o treinador, jogando como lateral e pleiteando uma vaga no meio, a situação de Ferdinando não é nada boa com a torcida, já que cometeu duas penalidades consecutivas. "O que aconteceu com ele foi uma infelicidade na hora do pênalti contra o Palmeiras, e também no jogo passado, contra o Cruzeiro, que na minha opinião não foi nada, e por isso o torcedor ficou chateado e vaiou, mas depois apoiou e aplaudiu o jogador", explicou Silas.

Se no meio-de-campo o treinador não quer 'inventar' e modificar a forma de jogo da equipe, o ataque pode ser alvo de mudanças maiores. Sem conseguir marcar gols decisivos, o técnico pleiteia fazer substituições mais marcantes. Lima e Luís Ricardo tem suas vagas ameaçadas, e mais três homens de frente, Roberto, Leonardo e o jovem Cristian, em igualdade de condições, segundo Silas, disputam as posições.

Mas também pode haver alterações radicais, como a retirada de um atacante para a entrada de mais um meio-campista, avançando Muriqui para a função de segundo homem de frente, ou até de um zagueiro, mudando totalmente o esquema tático para o 3-6-1, utilizado diversas vezes durante o Campeonato Catarinense.