Quatro times. Quatro regiões distintas. Este é o resultado 'final' da primeira edição do Campeonato Brasileiro da Série D. A Chapecoense, de Santa Catarina, o Macaé, do Rio de Janeiro, o Alecrim, do Rio Grande do Norte, e o São Raimundo, do Pará, superaram outros 35 times para conquistar o sonhado acesso à Terceira Divisão. Entretanto, a história da competição ainda terá mais alguns capítulos, e apenas o campeão escreverá definitivamente o seu nome na história do futebol brasileiro.
Dessa forma, as quatro equipes iniciam a briga pelo título neste domingo, quando serão disputadas as primeiras partidas semifinais da Série D. Às 15h45 (de Brasília), Macaé e Chapecoense realizam o duelo 'sulista' da rodada, em pleno estádio do Maracanã, carregando a responsabilidade de abrir o dia de disputas no 'Maior do Mundo'. Depois do confronto entre o Leão carioca e o Verdão do Oeste catarinense, às 18h30 (de Brasília), Flamengo e Fluminense se enfrentam em partida válida pela Série A.
A partida marcará a estreia da Chapecoense no gramado sagrado do Estádio Mário Filho. Com a expectativa do Fla-Flu abrigar aproximadamente 80 mil torcedores neste domingo, os catarinenses podem debutar diante de público 'de gente grande'. Contudo, o presidente da equipe, Nei Maidana, confia na maturidade do Verdão para arrancar um bom resultado no Rio de Janeiro e definir o confronto no caldeirão do Índio Condá.
"Os atletas não vão sentir jogar no Maracanã. Para o clube e para a nossa torcida é um atrativo à parte atuar no estádio. Mas isso conta apenas para quem está de fora. Dentro de campo, não vai mudar coisa alguma", afirmou o mandatário, em entrevista concedida por telefone à Gazeta Esportiva.Net.
Líder da Chapecoense dentro do campo, o técnico Mauro Ovelha ressaltou os pontos positivos de atuar no maior estádio do Brasil, mas minimizou um possível favorecimento para o Macaé. "O Maracanã tem um enfoque secundário. Eles escolheram jogar lá porque o estádio deles está interditado, em reforma. Mas para nós o foco principal é o Macaé. O bom é que o Maracanã tem espaço para jogar e um campo muito bom", explicou o comandante do clube catarinense.
Enquanto a Chapecoense preferiu não exaltar o fator 'Maracanã', o Macaé espera unir os dois rivais em torno da sua causa, preferindo a opção de atuar no Mário Filho ao invés de mandar o confronto diante dos catarinense em São Januário, no Engenhão, ou no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Porém, com a colaboração do Flamengo, mandante do clássico pela Série A, fez o clube aceitar pagar poucas despesas ao Estado para 'pressionar' o adversário dentro de campo na primeira partida da semifinal.
"Esperamos que a torcida carioca que vá para o clássico apóie o Macaé, mas não podemos esperar o apoio integral, já que na verdade estes cidadãos vão para o Maracanã torcer para o Flamengo ou para o Fluminense, e teremos torcida própria, já que estamos liberando 12 ônibus de Macaé para o Rio. A pressão será maior ainda no segundo tempo do jogo, quando o Maraca estiver quase lotado devido ao clássico", disse o técnico do Macaé, Toninho Andrade.
Somado à pressão oriunda das arquibancadas, o Macaé espera superar o rival na motivação, apontada pelo seu treinador como a grande virtude do time durante toda a campanha no Campeonato Brasileiro da Série D. "O caminho ideal para o título é manter a motivação que tivemos até agora. Não tem como mudar muita coisa do que fizemos em todo o campeonato, pois está dando certo. Por isso, daremos seguimento ao trabalho e manteremos a equipe", confirmou.
Na região Norte do país, São Raimundo e Alecrim também entram em campo neste domingo para brigar por uma vaga à final da Quarta Divisão. O primeiro confronto será realizado no acanhado estádio Colosso do Tapajós, às 18 horas, na cidade de Santarém. Apesar do afunilamento na competição, a Pantera Negra convive com a falta de informações do adversário e com o possível desfalque do atacante Hélcio, um dos destaques do time na competição.
"Não temos quase notícia do Alecrim e nenhum material para fazer uma análise da equipe deles. Estamos prontos, apenas não deveremos ter o Hélcio para a partida, infelizmente", lamentou o técnico Lúcio Santarém. Entretanto, o comandante confia na força e união do grupo de atletas para largar à frente na etapa.
"Vejo minha equipe como bem forte, desde o goleiro até o atacante. Dois atletas se destacam: o Michel, o nosso talismã, e o (Luiz Carlos) Trindade, pela experiência e liderança dentro de campo. Evoluímos muito na competição e temos um futuro", discursou o comandante do São Raimundo.
As partidas de volta estão marcadas para o dia 18 de outubro. A Chapecoense terá como companheira a pressão da torcida no estádio Índio Condá e recebe o Macaé às 16 horas (de Brasília). Uma hora depois, o Alecrim encara o São Raimundo no estádio do Machadão, em Natal.
